Poluição sonora: maior problema dos fiscais
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terça-feira, 28 de agosto de 2001
Israel Reinstein 
Quem caminha pelas ruas de Curitiba percebe um ruído que não cessa. Na região central da cidade e em algumas ruas de bairros, a poluição sonora perturba. Nas noites, são os bares e casas noturnas que tocam músicas no volume máximo. Durante o dia, são os lojistas que tentam atrair os fregueses anunciando as melhores ofertas em caixas de som instaladas na porta do estabelecimento. O problema é tão grave que já foi formada até uma associação das vítimas do barulho.
Esse problema preocupa os fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Afinal, a poluição sonora é a que dá mais trabalho para eles. Josiana Koch, funcionária do órgão, conta que as queixas mais frequentes são contra bares. Tanto que até equipes noturnas trabalham para checar as denúncias, feitas por moradores cansados dos ruídos.
Com equipamentos para medir a intensidade do som, os fiscais checam se o barulho ultrapassa uma escala de decibéis. Por exemplo, na região central da cidade, quem ultrapassar 65 decibéis, durante o dia, é multado. O mesmo acontece com quem exceder, na mesma localidade, 55 decibéis durante a noite.
Essa variação parece pequena, mas vale lembrar que o som é medido em logaritmo. Ou seja, aumenta 10 vezes a cada vez que se ajusta um traço no volume do aparelho de som. Por isso, qualquer aumento incomonda no mesmo potencial.
Independente da escala, a multa é ''salgada'' para quem desrespeita a lei. Depois de ser notificado, o reincidente recebe multa inicial de R$ 800,00. Esse valor dobra se o barulhento insistir em incomodar, podendo chegar a um teto de R$ 17 mil e cassação de alvará.
Quem sofre com esse problema, pode reclamar no telefone geral da cidade (156) ou ligar para um número especial da Secretaria do Meio Ambiente (41) 335-3050. Nesse número, poderá ser atendido por um funcionário ou deixar sua queixa na secretária eletrônica, A secretaria garante que todas as denúncias são verificadas.


