Poluição sonora é tema de debate
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terça-feira, 05 de maio de 2009
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A poluição sonora produzida pelos templos religiosos foi discutido ontem, no seminário ''Templos religiosos: legislação, prevenção e segurança'', realizado na Câmara dos Vereadores de Curitiba. O seminário foi conduzido por profissionais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Secretaria Municipal de Urbanismo, entre outros.
Tabu entre vizinhos de igrejas, o barulho vindo dos cultos já foi motivo de brigas e discussões. A participação de religiosos no seminário é um indício de conscientização. Pelo menos é o que acredita o missionário da Igreja Batista do Campo do Santana, Flávio Modesto Alves.
Ele diz que como o atual templo fica entre outras duas casas, os membros da igreja evitam a realização de vigílias durante a madrugada. Também têm controlado o volume dos cultos. ''Nós temos adequado nossa liturgia à vizinhança. Fazemos jornadas de oração em horários alternativos para evitar problemas com o barulho'', explica o missionário.
A legislação define a poluição sonora como atividades que ''prejudiquem a saúde e segurança e bem-estar da população''. De acordo com o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), os níveis de conforto acústico para igrejas de templos fica entre 40 e 50 decibéis. A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que os ruídos acima de 55 decibéis podem causar um estresse leve e desconforto. Se o valor ultrapassa os 70 decibéis, pode haver desgaste do organismo, aumentando o risco de infarto.
Luiz Carlos Chelask, chefe da divisão do Departamento de Urbanismo e Controle de edificações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, diz que o maior problema é o fato de templos serem construídos em áreas residênciais, o que é proibido. Quando isso ocorre, outros problemas acontecem, como a poluição sonora que tanto incomoda. Para a presidente do Ibape-PR, Vera Lúcia de Campos Corrêa, a única forma de resolver os problemas é a conscientização dos responsáveis. Como isso nem sempre dá certo, só resta a multa. ''Infelizmente tem que ser pelo aspecto da punição'', diz.


