Poluição sonora é discutida pelo Ministério Público
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quarta-feira, 04 de outubro de 2000
Michele Muller De Curitiba 
Os moradores de grandes centros urbanos não percebem que estão sendo afetados pela poluição sonora. Além disso, os efeitos do barulho na saúde das pessoas não são tão imediatos e nem aparentemente tão graves como a poluição atmosférica, ou química. Por isso, o problema é pouco discutido, disse o promotor de Justiça Robertson Fonseca de Azevedo, especializado em meio ambiente. Robertson foi um dos palestrantes de ontem no seminário sobre o meio ambiente, promovido em Curitiba pelo Ministério Público do Paraná em parceria com o Centro Acadêmico de Direiro Hugo Simas, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O promotor conta que o ruído típico das grandes cidades é um dos principais fatores que afetam a qualidade de vida das pessoas. Também é uma das mais prováveis causas do estresse. Mesmo assim, de acordo com Azevedo, a tendência da sociedade é conviver com o problema sem reclamar. Elas acreditam que o barulho está no pacote da cidade grande.
Uma das soluções apontadas por Azevedo é o cumprimento da lei de zoneamento. Muitos bares e casas noturnas ganham alvará para funcionar em bairros residenciais. Se a lei fosse cumprida, isso não estaria acontecendo, afirmou. Ele também sugere que equipamentos de controle de ruídos sejam instalados em diversos locais da cidade, para que os próprios moradores tenham controle sobre o nível de poluição sonora de seu bairro.
O seminário sobre meio ambiente começou anteontem e termima hoje, no auditório do Edifício Castelo Branco. O evento está sendo realizado a partir das 19 horas. Entre as questões que estão sendo discutidas estão recursos hídricos, o trabalho das Organizações Não-Governamentais (ONGs) e o Código Florestal Brasileiro.


