Estresse, insônia, distúrbios do humor, fadiga, ansiedade, intolerância, dificuldades nas relações familiares e interpessoais, perda da audição de forma irreversível são as principais consequências psicossociais causadas pela exposição a ruídos ambientais. O alerta é da fonoaudióloga Célia Lúcia Sá Basso, professora na Universidade Norte do Paraná (Unopar) e funcionária do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Londrina.
‘‘Atualmente há em todo o mundo grande preocupação com a preservação ambiental, especialmente das águas, da fauna, da flora e do ar. Mas é necessário destacar que também a poluição sonora contribui para a queda ou melhoria da qualidade de vida’’, diz a especialista. Ela acrescenta que no ambiente do trabalho é comum a mobilização e o desenvolvimento de medidas para reduzir os danos auditivos.
Lembra, entretanto, que quando o problema está na própria comunidade a pressão é um pouco mais difícil, pois trata-se de uma questão de educação, conscientização individual e respeito mútuo. ‘‘É necessário que todos sejam alertados para os problemas provocados por ruídos acima de 85 decibéis’’, destaca a fonoaudióloga. Ela explica que esta sonoridade pode ser produzida pelo funcionamento de um liquidificador, aspirador de pó, rádio ou televisor, e até por grito, telefone, alarme ou brinquedo.
De acordo com Célia Lúcia, o ruído de uma discoteca ou bar com música, ao vivo ou mecânica, varia de 105 a 115 decibéis. ‘‘A poluição sonora é um problema muito mais grave do que imaginam as pessoas. A exposição a ruídos intensos e prolongados, inclusive de aparelhos com fone de ouvido, pode causar danos irreversíveis ao sistema auditivo’’, destaca a professora da Unopar e fonoaudióloga do HC da UEL. ‘‘Todos devem ter consciência dos riscos que correm e exercer o direito de exigir um meio ambiente saudável.’’ (A.N.)

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