Poluição sonora afeta londrinenses
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Muito barulho, conversas altas, vozes ecoando pela cidade e incomodando quem está em casa, tentando se concentrar no trabalho ou mesmo precisando dormir. A poluição sonora é um problema comum nas grandes e médias cidades. Em Londrina não é diferente.
O casal Oriana e Marcelo Ronqui mora em um prédio na Rua Alagoas, na Área Central, em uma região próxima a bares. Eles convivem com a poluição sonora produzida pelos frequentadores. Tem muito barulho, principalmente depois da meia-noite, por causa do trânsito e das conversas, relata Oriana, que é auxiliar administrativa. Eles excedem na bebida e vão à rua fazer bagunça, com música alta e barulho de carros, acrescenta Marcelo.
Mas a poluição sonora não afeta apenas os moradores do Centro de Londrina. Em uma rua aparentemente tranquila do Conjunto Maria Cecília (Zona Norte), a dona de casa Maria Leme Ferreira sofre com o som que vem de uma grande avenida nas redondezas. Segundo ela, o problema maior era um bar que ficava aberto até de madrugada. Já liguei várias vezes para a
polícia.
Respeito
Para evitar problemas com vizinhos, multas e muitas dores de cabeça, donos de bares e de clubes tentam fazer um controle dos clientes e associados. Só que nem sempre é possível agradar vizinhos e associados ao mesmo tempo. Foi o que descobriu Roberto Simão Ávila, presidente da Associação dos Funcionários Municipais de Londrina
(AFML). Para evitar maiores confusões com as pessoas que moram no entorno, ele estipulou horário para as festas.
Adaptamos o espaço da churrasqueira que desliga automaticamente às 22 horas. No salão adequamos a acústica e podemos hoje fazer festas a qualquer momento, conta. Segundo Ávila, as reclamações terminaram. Isso pode ser encarado como algo positivo, apesar das restrições que foram colocadas, avalia. Embora alguns churrascos tenham de acabar mais cedo, estamos dentro
da lei.


