Por causa do alto índice de poluição, o Hospital das Clínicas de Curitiba foi obrigado pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente a trocar as caldeiras que abastecem o hospital. A promotoria deu prazo até o próximo dia 9 para que os antigos equipamentos a óleo dêem lugar a elétricos. O diretor-geral, Mitsuro Miyaki, afirmou que o hospital vai realizar a troca, mas ressaltou que a mudança já estava programada antes da ação da Justiça.
O promotor Sérgio Cordoni informou que o pedido de mudança foi solicitado pelos moradores que vivem perto do hospital. ‘‘A poluição atmosférica no local é muito alta, o que causa danos a quem vive nas imediações’’, afirmou. Mas o diretor do HC, Mitsuro Miyaki, disse que os picos de poluição acontecem apenas quando a caldeira entra em funcionamento. ‘‘Para resolver este problema, o hospital mudou o tipo de óleo que usava para um menos poluente, à base de xisto’’, informou o diretor.
Mas o promotor entende que mesmo com o uso de óleo de xisto o impacto ainda é grande. ‘‘É preciso instalar filtros especiais para diminuir o efeito atmosférico’’, diz Cordoni.
Para facilitar a implantação da caldeira elétrica no hospital, a Copel garantiu isenção parcial na conta de luz para a instituição. Com isso, toda vez que houver demanda adicional de energia, esse consumo não será cobrado. Miyaki disse que na próxima semana o hospital deverá receber a peça que falta para ligar a caldeira elétrica.

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