O geólogo da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Everton Souza, disse ontem que o derramamento de óleo diesel que atingiu o Ribeirão Lindóia ainda não contaminou o Aquífero Serra Geral – que se estende pelo Paraná, Santa Catarina, parte do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Mas, segundo ele, se a fonte poluidora não for identificada logo, pode ocorrer comprometimento a longo prazo.
O geólogo chegou ontem à cidade para supervisionar os trabalhos de identificação da fonte poluidora, que estão sendo desenvolvidos pela Petróleo Ipiranga, por determinação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Pela manhã, ele esteve no córrego, fazendo as primeiras avaliações e disse que o vazamento está, ‘‘aparentemente’’, controlado.
Segundo ele, mesmo que o vazamento pare, é preciso identificar a fonte poluidora para evitar novos episódios e a contaminação do aquífero. A engenheira florestal Raquel Fila Vicente, do IAP, também foi no local e disse que a mata ciliar não sofreu grandes danos.
Fiscais do IAP e da Suderhsa foram novamente ontem no pátio de manobras da América Latina Logística (ALL) para avaliar as condições de limpeza. Segundo o chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, a ALL terá 15 dias para apresentar planos de contingência e emergência, providenciar valas de coletas e limpeza do óleo encontrado no solo do local.
A gerente de Meio Ambiente da ALL, Silvana Alcântara, disse que os pedidos do IAP serão atendidos, mas a empresa descarta a possibilidade de estar envolvida no caso.

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