Ponta Grossa

Celso MargrafMilhares de peixes apareceram mortos no Rio Pitangui desde quarta-feiraA morte de milhares de peixes no Rio Pitangui vem mobilizando pescadores e entidades ambientais de Ponta Grossa. O Grupo Ecológico dos Campos Gerais (GECG) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estão há três dias tentando esclarecer a causa da morte dos peixes, denunciada por pescadores na quarta-feira.
Aida Franco de Lima, presidente do GECG, acredita que alguma empresa da região tenha despejado no rio algum produto tóxico. ‘‘Pelo número de peixes e também pela rapidez com que ocorreram as mortes, deve ter sido um material altamente venenoso’’ disse. Para os pescadores, algum tipo de agrotóxico deve ter contaminado a água.
Como o IAP disse que não iria fazer nenhuma espécie de análise biológica, o GECG recolheu alguns peixes mortos e encaminhou para o Laboratório Biológico da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A água do rio também deve ser analisada.
A presidente do GECG critica as autoridades ambientais de Ponta Grossa. Segundo ela, esse é um dos mais graves acidentes ecológicos já registrados na região dos Campos Gerais. Ela lembra que em 1993 aconteceu algo parecido, com a morte de milhares de peixes. Naquela época descobriu-se que uma indústria química de Ponta Grossa havia despejado um produto tóxico no rio.
O chefe regional do IAP no município, Dinart Bittencourt, disse que o instituto está acompanhando a situação e investigando as prováveis causas do acidente. Com relação à análise biológica da água e dos peixes mortos, Dinart disse ser ‘‘perda de tempo’’
Segundo Dinart, é preciso descobrir quem foram os culpados pelo acidente. O IAP está fazendo vistorias nas indústrias próximas ao leito do Rio Pitangui.

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