Poluição em parque é investigada
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
Fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Maringá estão investigando o responsável pela poluição da água que atravessa uma das laterais do Parque do Ingá, reserva de mata nativa localizada no centro da cidade. A água com tonalidade azul chega no parque através de galerias pluviais e desemboca no Córrego Moscados que fica às margens da avenida Perimetral.
Com ajuda de funcionários da Sanepar, fiscais do Meio Ambiente trabalharam ontem para desobstruir pontos da rede subterrânea com o objetivo de identificar a origem da poluição. Os fiscais fizeram um rastreamento e detectaram que o responsável pela emissão da água azulada está localizado na região próxima da Avenida São Paulo e da Rua Otávio Perioto, centro da cidade. Eles procuram uma ligação clandestina na rede.
Segundo o gerente de Controle Ambiental, Wagner Guedes, a secretaria vai fazer uma análise da água para descobrir a substância predominante e avaliar o grau de poluição que pode estar sendo causado. Guedes contou que a poluição é recente porque há alguns dias os fiscais estiveram no local e não verificaram nada de anormal.
Como a água corre em uma canaleta de erosão a céu aberto pode ser consumida pelos animais que vivem soltos na reserva, entre eles quatis, cotias e saguis. Os técnicos também se preocupam com as 80 espécies de aves. Por causa desta variedade, o Parque do Ingá é um dos principais redutos em área urbana do Estado de aves itinerantes e residentes. A bióloga Lídia Maróstica, responsável pela reserva, disse ontem que os funcionários do parque não tinham localizado nenhum animal debilitado em razão do consumo da água.


