Especial para a Folha
Com a poluição atmosférica reduzida a níveis considerados aceitáveis, os custos com internamentos hospitalares causados por problemas respiratórios poderiam ser reduzidos em até 12%. A afirmação é do pesquisador Alfésio Braga, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que esteve em Curitiba fazendo palestra durante o seminário ‘‘Padrões de Qualidade do Ar e Perspectivas de Saúde’’, na Assembléia Legislativa.
Os participantes concluíram que não há monitoramento adequado dos níveis de poluição em Curitiba, causada principalmente por gases dos veículos automotores na região central e pelas indústrias.
Na capital e região metropolitana são apenas 3 pontos de monitoramento, um em Curitiba e dois em Araucária. ‘‘É indispensável contar-se com um monitoramento efetivo dos níveis de poluição atmosférica, pois só depois de ter dados concretos sobre o problema será possível definir um programa de ações’’, afirma o Promotor de Meio Ambiente do Ministério Público do Paraná, Delson Oliveira. Ele lembra que na cidade de São Paulo são 27 pontos de monitoramento, e que os níveis de poluição nas duas cidades não pode sequer ser comparado. Mesmo assim, o crescimento industrial acelerado preocupa, principalmente nos municípios da região metropolitana, que começam, a receber várias indústrias de grande porte. Segundo Oliveira, os municípios de Quatro Barras, Pinhais, Colombo, Campo Largo e Fazenda Rio Grande deverão ter grandes aumentos nos níveis de poluição nos próximos anos.

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