Alunos que se destacam, mostrando boa evolução ao longo do programa de atividades, poderão ser integrados à equipe de competições
Alunos que se destacam, mostrando boa evolução ao longo do programa de atividades, poderão ser integrados à equipe de competições | Foto: Gina Mardones - Grupo Folha

A prática de atividade física na infância e na adolescência proporciona benefícios à saúde do corpo e da mente. É nessa fase que crianças e adolescentes guardam conceitos na memória muscular e cerebral. O esporte também proporciona ganhos sociais e psicológicos. Pensando no incentivo à atividade física, o Projeto Londrina Atletismo está com vagas abertas para crianças e adolescentes.

São cinco polos do programa Pente Fino espalhados pela cidade (sendo que um deles é exclusivo para alunos do Colégio da Polícia Militar) e não é cobrada nenhuma taxa para participar. O coordenador do projeto, Felipe Casonato Lourenço, convida os jovens a realizar uma aula demonstração para avaliar se eles se identificam com o treino. “Não limitamos vagas. Atualmente temos aproximadamente 100 atletas dos polos. O programa admite crianças a partir de 9 anos, desde que devidamente matriculadas na escola. A idade limite para integrar o programa é 17 anos", detalha.

O projeto Londrina Atletismo é o mantenedor da equipe Londrina/FEL/IIPEC de atletismo, reconhecida como uma das principais formadoras de atletas.

Para se inscrever, basta ir nos polos nos horários em que ocorrem as aulas. “Pedimos que o aluno venha preparado com trajes esportivos (bermuda, camiseta e tênis) para fazer aula experimental”, explica. “Depois da aula demonstrativa, caso haja interesse entregamos uma ficha de inscrição."

Lourenço conta que os polos não possuem caráter de rendimento. “Nossos polos de iniciação esportiva realizam um trabalho mais lúdico e isso possibilita que essas crianças e adolescentes conheçam um pouco mais da modalidade do atletismo”, aponta.

“Tivemos relatos de pais e professores a respeito de alunos terem perdido interesse em alguma atividade física devido à questão da tecnologia. Não querem sair de casa. Essas atividades nos polos são uma maneira que encontramos de tirá-los de casa pelo menos duas vezes por semana para realizar prática esportiva”, aponta o coordenador.

Ele explica que muitos alegam que não gostam de correr. “Mas atletismo não é só corrida. No polo ele tem condições de conhecer um pouco de cada modalidade e trabalha de maneira mais lúdica. Em outra aula trabalhamos o salto, e no outro o arremesso. Às vezes aquele aluno que estava desmotivado com a corrida, se encontra no salto. A gente tem várias estratégias para fidelizar o alunos. Uma delas é a participação em competições, porque se eles ficarem só treinando vão acabar desistindo."

Alunos que se destacarem, mostrando boa evolução ao longo do programa de atividades, poderão ser integrados à equipe de competições do projeto londrinense, que completa 20 anos de atuação em Londrina e região em 2019. "Exemplo disso é que muitos alunos dos polos do ano passado vão viajar para Fortaleza para participar de campeonato sul americano sub- 16 representando a cidade.” Ele ressalta que todas as competições das quais os alunos dos polos dentro e fora de Londrina são custeadas pelo projeto. “Não tem gasto com competição”, argumenta.

'ME INSPIRA'

"Como sou boa de corrida na escola, pensei que poderia fazer parte dessa turma de atletismo", afirma Stefany Giovana Freitas de Oliveira
"Como sou boa de corrida na escola, pensei que poderia fazer parte dessa turma de atletismo", afirma Stefany Giovana Freitas de Oliveira | Foto: Gina Mardones - Grupo Folha

A aluna da 8ª série da escola Barão do Rio Branco, Stefany Giovana Freitas de Oliveira, 14, foi à Praça da Juventude da Zona Sul procurando por aulas de futsal ou taekwondo e viu o grupo treinando atletismo. “Eu estava querendo fazer uma atividade física. Me interessei quando falaram que a aula era de atletismo. Como sou boa de corrida na escola, pensei que poderia fazer parte dessa turma", afirma.

Entre alongamentos e exercícios realizados em quadra, a garota era uma das alunas mais dedicadas. "Nas aulas de educação física eu me sobressaio em relação aos outros alunos”, garante. “Ver o povo correr me inspira. Eu admiro o Usain Bolt (ex-velocista jamaicano campeão mundial e olímpico). Assistia ele correr. Talvez eu consiga ser uma atleta profissional. Meu sonho é participar de Jogos Abertos, Campeonato Paranaense, Jogos Pan americanos e, quem sabe, até uma Olimpíada”, projeta.

A mãe da menina, a dona de casa Regina Aparecida dos Santos, 57, acompanhou a filha até o polo de atletismo. “Ela estava parada em casa e precisava fazer um esporte. Treinando aqui ela não vai ter vícios”, observa, dizendo ainda que a filha é tímida. “Essas aulas são uma forma de ter integração com outras pessoas. Melhora a convivência e tem também benefícios nos estudos, porque quem pratica algum esporte melhora bastante até na disciplina. E ela vai ter boa saúde”, detalha.

A disposição da filha para praticar esportes acabou contagiando Santos. “Eu tinha uma vida sedentária. Como estava acompanhando ela, aproveitei para fazer uma aula de ginástica funcional que estava acontecendo no mesmo horário, ou seja, uma está puxando a outra”, destaca.

SERVIÇO - Os polos de atletismo funcionam nos seguintes locais: Aeroporto (av. Salgado Filho, esquina com Rua Otávio Palhares, às segundas-feiras, das 8h30 às 10h), Colégio Estadual Vicente Rijo (av. JK, 2.372, às quartas e sextas, das 9 às 11h), Praça da Juventude da Zona Sul (av. Guilherme de Almeida, 2.218, às quintas, das 8h30 às 10h) e Estádio do Café (av. Henrique Mansano, 889, entrada pelo portão 1, às terças e quintas, das 8h30 às 10h30)

mockup