Poliuretano substitui a palha
A taxidermia é uma arte milenar, que se originou entre os egípcios e tem passado por grande evolução nos últimos anos. No ateliê de Antonio Henrique Doni, a tradicional palha utilizada para rechear os animais já foi substituída por espuma de poliuretano. O material é bem mais leve e permite dar detalhes da musculatura do animal, explica ele.
O embalsamamento começa com a dissecação, quando o taxidermista tira a pele do animal e a embebe em líquidos para conservá-la. O passo seguinte é a escultura com a espuma de poliuretano, imitando o formato do animal. O profissional veste a escultura com a pele e faz as costuras com pontos cirúrgicos.
O acabamento inclui a colocação de olhos e dentes artificais. No caso de animais de grande porte, quando os ossos também são aproveitados, o taxidermista utiliza peróxido de hidrogênio para desprender toda a carne.
O tempo de trabalho pode variar de 30 minutos, no caso de um passarinho, a 60 dias, para a taxidermia de uma onça. O preço também é bastante variável: R$ 100,00 para um marreco, R$ 1 mil para um jacaré, R$ 3 mil para um leão.
Quando os animais chegam inteiros, Doni aproveita até a carne. Com espécies de grande porte, alimentamos toda a família e distribuímos o restante entre os vizinhos, conta. (G.P.)





