Políticos prestaram solidariedade a colega
Políticos prestaram
solidariedade a colega
Ao confessar o deslize, o deputado e pastor Edson da Silva Praczyk, que é da base governista, parece ter convencido os colegas a apoiá-lo caso o Ministério Público o denuncie por crime de registro falso e comércio de criança. Para processar Praczyk, o Tribunal de Justiça (TJ) terá que pedir autorização da Assembléia Legislativa. O TJ pode pedir, mas dificilmente obterá. Depois do depoimento de Praczyk, quatro parlamentares manifestaram apoio. O presidente da casa, Nelson Justus, que falou em nome dos 54 deputados, disse que Praczyk tinha a solidariedade de todos, pois havia agido com boa fé.
Para o deputado Moysés Leônidas, o fato de Praczyk ter desrespeitado a lei foi menos importante do que o desejo da adoção e de ajudar as crianças. Segundo o deputado, o colega pastor pode ter errado juridicamente, mas acertou no desejo de ajudar os bebês. Se errou juridicamente, acertou pelo desejo, afirmou.
O deputado Luiz Carlos Alborguetti disse que tinha por hábito defender o parlamento e todos os deputados, desde que o acusado não tenha feito algo que manche o nome da casa. Para ele, este não é o caso de Praczyk. Alborguetti disse ter tentado adotar uma menina, mas que a burocracia é inacreditável. Por causa disso, teria adotado uma cadela para o filho, que queria uma irmã.
Sem imunidade parlamentar, a mulher do deputado Edson Praczyk não deve ter as mesmas defesas que o marido. Embora não queria comentar o caso, o delegado do Sicride, Harry Herbert, deve indicicar Rosária por crime de registro falso de criança, artigo 242 do Código Penal, e comércio de bebê, artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente. As penas somadas variam de três a dez anos de prisão e multa. Os acusados de intermediar a adoção devem responder pelos mesmos crimes.





