Políticos pedem reabertura de hospital
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de março de 1999
Cláudio Osti 
Vereadores de várias cidades da Região Metropolitana de Londrina (RML) estiveram ontem na Câmara Municipal pedindo o apoio dos vereadores londrinenses. O objetivo é pressionar o governo a tomar uma atitude com relação ao Hospital Londrina em Cambé, desativado há um ano e meio. Com capacidade para 200 leitos, o estabelecimento pertence à empresa Golden Cross e era usado para atendimento aos conveniados.
Os vereadores querem que o governo compre o Hospital Londrina, reative-o e ofereça vagas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No próximo domingo, às 9 horas, em frente ao hospital, haverá uma manifestação, organizada por diversas entidades, igreja e políticos.
O médico Antônio Freitas, secretário de Saúde de Cambé, que também participou da reunião em Londrina, lembrou que antes de ser fechado, o hospital só atendia conveniados. Não havia atendimento pelo SUS. O que queremos é que ele seja reativado para ampliar o número de leitos que dispomos na região para os pacientes do SUS. Isso ajudaria a desafogar os hospitais regionais, principalmente os de Londrina, disse Freitas.
O presidente da Associação dos Vereadores do Médio Paranapanema (Avempar), Wilson Xavier, concorda com o secretário e complementa dizendo que seria uma ótima alternativa para os moradores das cidades vizinhas. Vemos gente morrendo aí nas portas dos hospitais, e a ativação do Hospital Londrina seria uma ótima oportunidade para aumentar a oferta de leitos.
Segundo o vereador Tercílio Turini (PSDB), de Londrina, que já foi superintendente do Hospital Universitário, todos os vereadores confirmaram apoio e o próximo passo é contatar os deputados estaduais e federais para que eles ajudem a pressionar o governo. Outra decisão é que será feito um documento, em nome de todas as câmaras de vereadores da região, pedindo a reabertura do hospital, que será enviado ao secretário de Saúde do Paraná, Armando Raggio, ao governador Jaime Lerner e ao ministro da Saúde, José Serra.
Essa manifestação, iniciada pelos movimentos populares, surge num momento muito importante. Com o apoio do governo, acredito que o hospital possa se transformar num hospital regional, disse Turini.
Parece que a Golden Cross tem dívidas junto ao governo. Talvez fosse possível o governo negociar o hospital em troco de dívidas. O hospital poderia ser administrado, por exemplo, pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema, acrescentou.


