Um grupo de políticos de 15 municípios do Norte do Estado, contrários à cobrança de pedágio nas rodovias paranaenses, bloquearam ontem de manhã, por 35 minutos, a BR-369, na entrada da praça de pedágio de Jataizinho (25 km a leste de Londrina). Justificando integrar um movimento estadual que luta pela redução das tarifas cobradas no Anel de Integração, os políticos - na maioria vereadores e partidários - tinham um motivo a mais para protestar: o acordo realizado entre a Econorte (concessionária responsável pelo Lote 1 do Anel de Integração), e a prefeitura de Jataizinho, garantindo tarifa de R$ 0,50 apenas para os moradores do município.
A manifestação, que mais parecia uma confraternização entre políticos, foi pacífica e não gerou protestos entre os que ficaram parados na rodovia. Os mais apressados utilizaram uma estrada particular, autorizada pelo proprietário, para desviar do congestionamento. Nos dois lados da praça de pedágio formaram-se filas de veículos de, no máximo, dois quilômetros.
Um dos líderes do movimento, o presidente da Câmara de Vereadores de Jataizinho, Marcos Alexandre Domingues (PSDB), disse que é uma vergonha o acordo entre a prefeitura e a Econorte. ‘‘O desconto tem validade de 90 dias e o morador precisa comprovar que não deve nada para o município para ter direito. Queremos é que este desconto não seja por tempo determinado e que se estenda para os outros municípios da região’’, explicou.
O ex-deputado Severino Félix Pessoa (PTB), de Assaí, era um dos que engrossavam a lista de manifestantes. Ele disse não concordar com o que está sendo feito com as estradas do Paraná. ‘‘É um absurdo. Estas empresas não trouxeram emprego nem indústrias e querem que paguemos mais pelo que já estava construído’’, disse.
O movimento promete engrossar nos próximos dias. O vice-prefeito de Jataizinho, Takao Aoki (PDT), quer que a Econorte conceda descontos para outros municípios especialmente da região de Assaí. ‘‘Nós usamos a PR-090 e pagamos a mesma tarifa que uma pessoa que trafega em toda a BR-369. Hoje este pedágio dobra o custo da viagem’’, ressaltou.
Para Aoki, uma das alternativas é fazer uma vaquinha entre os municípios para arrumar o desvio da praça de pedágio, pela estrada municipal da Água Branca. ‘‘Quem sabe não asfaltamos esta estrada no futuro? É uma questão a se pensar’’.Mário CesarAtrasoNos dois sentidos da rodovia formaram-se filas de veículos de aproximadamente dois quilômetrosAlexandre Sanches

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