Políticas públicas a favor dos animais
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Maigue Gueths <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A implantação de políticas públicas efetivas para a proteção e defesa dos animais do município reduziria o número de bichos abandonados nas ruas, vítimas de maus tratos, doenças e atropelamentos. Conscientização da população e castrações de animais são dois pontos principais. ONGS de defesa dos animais e ativistas independentes de Curitiba têm se mobilizado com o objetivo de cobrar da prefeitura uma série de ações.
O principal pleito do movimento é a implementação de um programa permanente, massivo e gratuito de castração de animais. Os protetores afirmam que trata-se de uma ação essencial para controle dos animais e também para educação da população.
O problema é que, como não existe nenhuma estrutura pública de atendimento a cães que vivem nas ruas, as iniciativas da sociedade civil, que funcionam com ajuda de voluntários, estão no limite. A ONG Amigo Animal tem hoje cerca de três mil cães e gatos abrigados, e a Associação da Vida Animal (Avan) mais de 500, apenas para citar dois casos.
A representante comercial Denise Berdacki atua há cerca de cinco anos como protetora. Nos três primeiros anos, ela calcula que resgatou em torno de 40 cães a cada ano; em 2010, foram 47 cães e oito gatos e este ano ela já retirou das ruas mais 33 cães. Todos os animais passam por atendimento veterinário, são medicados, vacinados, desvermifugados e castrados.
Segundo a presidente do Movimento SOS Bicho, Tosca Zamboni, o trabalho dos protetores, sozinho, não consegue reverter o problema. ''Como não existem políticas públicas voltadas aos animais, eles atuam como bombeiros'', diz.
Um das divergências entre Ongs e o poder público é sobre a abrangência para um programa de esterilização eficaz. O coordenador da Rede de Defesa e Proteção Animal, da Prefeitura de Curitiba, Alfredo Trindade, baseia-se em estudos que mostram que para o controle da população animal ser efetivo seria necessário castrar 80% da população animal ao ano durante cinco anos.
As ONGs apresentam outros números. Segundo estudos da Universidade de São Paulo (USP), se forem castrados 40% dos animais já haveria um controle efetivo.


