Política de 'tolerância zero'
Enquanto algumas escolas relutam em aceitar o fenômeno do bullying, outras optam por não fugir do problema e manter vigilância constante. ''A expressão surgiu há uns cinco anos, e desde então o assunto tem sido mais discutido. Sempre o abordamos junto a alunos, famílias e funcionários. Ao primeiro sinal de que este tipo de violência está sendo praticado, o aluno é encaminhado para a orientação pedagógica e a família é contatada'', explica a diretora educacional da Escola Educativa de Londrina, Eliane Nápoli.
A política da instituição, segundo a diretora, tem sido de ''tolerância zero''. O assunto faz parte do primeiro conteúdo trabalhado nas aulas de psicologia aplicada, no início do ano. Por três vezes a escola promoveu a palestra ''Bullying: a brincadeira que não tem graça'', direcionada aos pais. Mesmo assim, casos de reincidência continuam sendo registrados. ''O problema sempre existiu, independente do nome que usemos, e independente de todo o nosso esforço na área de prevenção, nunca vai acabar totalmente, porque há questões que são inerentes ao ser humano. Entre elas a necessidade de ofender o outro. Por isso o cuidado deve ser intenso e constante, por parte da família e da escola'', alerta Eliane.
Para o diretor do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, Claudecir Almeida da Silva, o costume de colocar apelidos nos colegas, muito comum entre crianças e adolescentes, torna-se preocupante quando a vítima é ironizada em situações pontuais, provocando constrangimento e grande sofrimento. ''A orientação é para que os professores e equipe pedagógica intervenham o mais rápido possível e, se preciso, chamem a família'', diz Silva, contando que o colégio recebeu, este ano, a transferência de uma aluna de 13 anos que foi vítima de bullying no Orkut. (S.L.)





