Além da disparidade no volume de doações, os dois bancos de sangue de Londrina diferem quanto à política de reposição de sangue. O Hemocentro Regional não utiliza mais o recurso de pedir aos familiares de pacientes que façam doações ou consigam voluntários para isso. ''É uma questão de manter a qualidade do sangue já que as pessoas sentem-se pressionadas a doar, muitas vezes sem levar em consideração se têm as condições ideais e de humanização do atendimento, pois já é um momento delicado para a família'', argumenta a diretora do hemocentro, Mariza Saito.
Já o Instituto de Hematologia ainda recorre a este de método de reposição. ''Infelizmente, se não fizermos isso não conseguimos repor. O certo seria que todos doassem espontaneamente'', afirma o médico Jorge Tadeu de Assis. Ele reconhece que trata-se de um momento de stress para a família, mas diz que as pessoas são bem conscientes em relação ao problema. ''Nós esclarecemos que o paciente não vai ficar sem sangue, que trata-se de uma reposição para que no outro dia haja sangue para mais pacientes. De maneira geral as pessoas colaboram. São muito raros os casos de familiares que acham ruim quando os abordamos.'' (S. L.)

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