Luiz OliveiraFacões e foicesO grupo que armou acampamento na Fazenda Cordilheira, em Jundiaí do Sul, é dissidente do MST Por determinação do governador Jaime Lerner (PFL), os comandos da área de segurança no Estado se reúnem hoje pela manhã, em Curitiba, para definir uma estratégia política que controle os conflitos de terras. A situação foi agravada com o tiroteio no sábado, em Jundiaí do Sul, e reforçada com nova invasão de terras ontem na região de Nova Cantu (leia nesta página).
Em conversa ontem com o secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, o governador determinou a ação da polícia para evitar novos conflitos e novas invasões. Também foi tratada a possibilidade de o governo estadual voltar a cumprir as ordens judiciais de reintegração de posse emitidas pela Justiça, conforme a ameaça feita pelo secretário no sábado.
Em nota oficial encaminhada ontem ao jornais, Lerner diz que o governo avalia o conflito de Jundiaí do Sul como ‘‘ruptura da lei e do acordo realizado no mês passado, prevendo solução pacífica para o problema da reforma agrária’’. ‘‘Enquanto vínhamos negociando ordenadamente para se evitar confrontos, as novas invasões e a violência utilizada pelos invasores são uma negativa às soluções já encontradas e em execução’’, afirma.
A nota não se refere às ocupações da região Oeste, cujo alcance ainda não teria sido detectado pelo Palácio Iguaçu. Mas de acordo com o governo, a regra é geral e não será mais permitido que ‘‘os avanços se percam’’. ‘‘Vamos agir com rigor’’, promete Lerner na nota. Segundo ele, os últimos acontecimentos ‘‘evidenciam um descontrole no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra)’’.
O governador assinala ainda que os conflitos, forçados em momento de soluções, ‘‘podem estar sendo direcionados para criar um impasse intencional’’. E que o ‘‘sucesso’’ das desocupações e dos novos assentamentos feitos pelo programa ‘‘Campos da Paz’’, na região Noroeste, é prova de que o ‘‘governo está no caminho certo’’.

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