As polícias Civil e Militar de Foz do Iguaçu devem começar a participar, nos próximos dias, das ações de combate à criminalidade na Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai. A Secretaria de Segurança Pública vai realizar uma operação conjunta nas imedicações da ponte, ainda na primeira quinzena de novembro, com a finalidade de reduzir os altos índices de assaltos que são registrados diariamente no local.
A realização da operação foi solicitada pelo prefeito Harry Daijó (PPB) ao secretário de Segurança Pública, Rubens Tanure. Há cerca de três meses, Daijó também esteve em Brasília e apresentou ao ministro da Justiça, Renan Calheiros, um projeto para a criação de uma polícia especial de fronteira.
A operação das polícias Civil e Militar deve ser uma medida paliativa até que o Ministério da Justiça se manisfeste sobre a criação da polícia especial de fronteira, com integrantes de todas as organizações policiais do município.
Daijó está em Brasília negociando com Calheiros alternativas para combater a violência na fronteira. Entre os projetos da prefeitura para melhorar a segurança também está a atuação da Guarda Municipal nas proximidades da Ponte da Amizade.
Na semana passada, a Polícia Federal de Foz realizou duas operações para reprimir a violência na ponte. Na primeira, que aconteceu na quarta-feira, foram detidas para averiguações 149 pessoas, sendo que 12 ficaram presas por crime de contrabando e porte e uso de drogas.
Na segunda operação, no sábado, 53 pessoas foram detidas (19 menores). Apenas duas pessoas foram presas por contrabando de cigarros. A PF também constatou que oito, dos 53 detidos, já tinham antecedentes criminais. Nenhum dos suspeitos de pertencer a quadrilhas que agem na ponte ficou preso. Não há mandado de prisão contra eles.
A operação da Secretaria de Segurança do Estado poderá contar ainda com o apoio da Polícia Federal e será organizada no mesmo estilo das operações que a PF realiza na ponte. As pessoas suspeitas são abordadas e têm os documentos checados. Se a suspeita permanece, elas são encaminhadas à delegacia do órgão.
Segundo estatísticas da Polícia Civil de Foz, acontecem, em média, 10 assaltos por dia na ponte. Mas a polícia acredita que esse número possa ser maior, já que muitas vítimas preferem não registrar queixas. Nas últimas semanas também têm sido frequentes homicídos e latrocínios na ponte.Ney de SouzaDez assaltos
por dia
Semana
passada,
a Polícia
Federal de
Foz realizou
duas operações
para reprimir
a violência
na ponte;
202 pessoas
foram
detidas para
averiguações
e somente
14 foram
presasEdna Mendes

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