Cerca de 40 policiais militares e civis percorreram ontem o principal bairro comercial de Foz do Iguaçu, localizado próximo à Ponte da Amizade, abordando suspeitos de praticarem assaltos à turistas e sacoleiros. O arrastão foi iniciado depois que empresários passaram a protestar contra a falta de segurança na região.
Durante o pente fino realizado nas ruas, locais abandonados e até mesmo dentro de ônibus coletivos na Vila Portes, mais de 120 pessoas tiveram seus documentos e pertences vistoriados. Os investigadores civis encaminharam 16 suspeitos para a 6ª Subdivisão Policial para averiguação mais detalhada.
O trabalho foi iniciado devido ao aumento significativo de crimes praticados no bairro, apontado pelo Conselho de Segurança da Associação Comercial e Industrial da Vila Portes (Assoportes). A entidade quer colher 10 mil assinaturas e encaminhá-las ao secretário de Segurança Pública, José Tavares. ‘‘Somente nas últimas semanas, tivemos dezenas de assaltos, assassinato em frente a um hotel e até um roubo a banco seguido de tiroteio’’, citou o presidente do Conselho, Cláudio Guergolet.
Para os empresários da região, a falta de segurança está diretamente ligada à redução do efetivo policial que circulava no bairro. Dos 26 PMs e quatro viaturas que atuavam na Vila Portes há dois anos, somente 15 militares e dois carros estão garantindo a segurança dos comerciantes e clientes. ‘‘O movimento, que deveria aumentar com a chegada do final de ano, caiu 40% em relação ao ano passado. Antes, eu contratava até cinco temporários para trabalhar nesta época. Agora, estou tendo dificuldades em manter dez funcionários’’, comentou o empresário Ismail Mohamed.
O comando da Polícia Militar e o delegado chefe da Polícia Civil informaram que a operação realizada ontem será mantida até o final do ano. Com o início da Operação Verão, prevista para iniciar em dezembro, outros 40 PMs serão encaminhados à fronteira.

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