Polícias devem trabalhar juntas no combate à violência
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Representantes das polícias Militar, Civil e Federal participaram ontem à tarde de uma reunião com a comissão de segurança da Câmara de Vereadores de Londrina. Foram apontadas as demandas da população e feitas sugestões para o combate à violência. ''A cidade vive um momento difícil'', disse o vereador Jamil Janene, avisando que as reuniões terão caráter permanente.
Para o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, além do trabalho policial, é preciso um comprometimento da sociedade organizada, dos agentes políticos e das organizações não-governamentais no combate ao crime. ''É preciso investir em educação, saúde, urbanização das favelas e geração de empregos para tirar o jovem da criminalidade.''
Segundo ele, todo crime é grave, mas, mundialmente, os índices de segurança são medidos pelos homicídios, ''que em Londrina caíram pela metade nos últimos dois anos''. ''Na cidade, o tráfico de drogas é responsável por 80% das mortes e 50% dos crimes ao patrimônio privado. A maioria dos infratores tem menos de 20 anos.''
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Joacyr José da Silva, e o delegado Gerson Machado, da Polícia Federal, defenderam a interação das três esferas da polícia. Silva ressaltou a formação de 170 novos PMs, que irão se juntar aos 850 policiais que compõem o efetivo londrinense. ''Não há milagre para a criminalidade se não houver união entre as polícias'', declarou Silva. Segundo ele, o projeto Londrina Segura deve voltar às ruas nos próximos dias. ''Vamos aumentar a ostensividade das rondas'', afirmou.


