A operação integrada entre as polícias Civil e Militar, em Londrina, deve continuar acontecendo de forma rotineira a partir de agora. Ontem, uma reunião entre delegado-geral da Divisão de Policiamento do Interior (DPI), Clóvis Galvão; o chefe do Comando do Policiamento do Interior (CPI) da Polícia Militar, coronel Justino Henrique de Sampaio Filho, e a cúpula das polícias em Londrina definiu como será a estratégia de ação no combate à criminalidade. Na reunião, delegados e oficiais avaliaram o resultado dos três dias de operação na região metropolitana de Londrina e consideram que os objetivos foram atingidos.

Segundo o coronel Justino, a operação mostrou que o índice de criminalidade pode ser reduzido sem necessidade de aumentar o efetivo. ''É preciso apenas redirecionar os trabalhos, criando uma sistemática de atuação eficaz'', explicou. ''Criminalidade sempre vai existir, porém a população não pode ter sensação de insegurança total. A polícia tem que estar presente e atuante'', afirmou.

O chefe do CPI afirmou que, durante a operação integrada, ficou claro para todos os envolvidos que muitos dos delitos na região de Londrina são cometidos por adolescentes e que a estrutura para atendimento socioeducativa disponível na cidade é insuficiente. ''É uma estrutura que precisa ser melhorada urgentemente. Vamos levar a sugestão para o secretário de Segurança Pública'', disse.

Para o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Gilson Garret Algauer e o comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, a integração entre as duas polícias não é novidade na cidade. ''É um trabalho que a gente já vinha fazendo e que vai ser apenas intensificado'', justificou Algauer. De acordo com o tenente-coronel, oficiais da PM e delegados trabalharão juntos a partir de agora, em uma mesma equipe. ''Além disso também convocaremos outros órgãos, como Conselho Tutelar e comissários de menores, para integrar as equipes sempre que for necessário'', afirmou Guimarães. Uma das estratégias que será aplicada no combate ao crime é a divisão de Londrina em três grandes áreas, subdivididas em setores que irão coincidir com as áreas dos distritos policiais.

A falta de pessoal não vai ser impecilho para o projeto, de acordo com eles. Segundo Guimarães, mudanças internas no 5º Batalhão vão permitir que mais homens sejam liberados para o serviço nas ruas. ''Além disso, sempre que for necessário, poderei convocar Grupos de Operações Especiais (Goe) de outros batalhões'', disse.

Já o delegado-chefe aposta na inauguração da Casa de Custódia, programada para o próximo dia 20, para liberar os investigadores que hoje cuidam das carceragens em três distritos policiais. Segundo ele, também pediu à Secretaria de Segurança Pública a liberação de seis agentes penitenciários para trabalharem no 2º Distrito Policial, o único na cidade que irá continuar a receber as mulheres presas. ''Além disso, estou pleiteando a vinda de mais um delegado para Londrina, que cuide apenas da parte administrativa da 10 SDP. Assim o delegado-adjunto e os delegados-operacionais poderão se ainda mais atuantes'', afirmou.

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