Luciana Pombo
De Curitiba
A Prefeitura de Curitiba e as polícias Civil e Militar criarão, a partir da semana que vem, o Conselho de Integração da Segurança Pública em Curitiba. A intenção é reforçar o policiamento ostensivo na cidade e desvincular da Polícia Militar as atividades sociais, como atendimento a gestantes e pessoas portadoras de deficiências físicas. Atualmente, cerca de 36% dos atendimentos feitos pela Polícia Militar são sociais. ‘‘Com a responsabilização da prefeitura com os trabalhos sociais, poderemos ter mais tempo para realizar o policiamento ostensivo’’, disse o coronel Oscar Paluch, subcomandante do Comando do Policiamento da Capital (CPC). Além de Paluch, fazem parte do conselho o delegado Paulo Ernesto Araújo, da Divisão de Polícia da Capital, e João Govoni, chefe da assessoria técnica da prefeitura.
A integração das polícias e do trabalho da prefeitura foram tema de uma discussão na Escola de Polícia. O diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Hayakawa, disse que a idéia do conselho surgiu das constantes reclamações da própria população. ‘‘A segurança é o item que mais tem preocupado a população curitibana, por isto há uma necessidade do poder público em combater à violência’’, esclareceu. Funcionários da Fundação de Ação Social (FAS) e da Secretaria Municipal de Urbanismo ficarão à disposição do conselho.
A proposta de integração da prefeitura nos trabalhos que já vêm sendo feito pelas polícias agrada ao delegado geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro. De acordo com ele, desde que os trabalhos começaram a ser feitos em parceria, os atritos entre as duas corporações diminuíram. ‘‘Antes os atritos eram constantes. Se eles ocorrerem novamente, temos mais forças para punir os responsáveis pelos atritos’’, considerou. ‘‘Não falamos em unificação, porque é um princípio inconstitucional. Mas na prática, a integração e a unificação funcionam da mesma forma.’’

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