Polícias começam a discutir integração
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segunda-feira, 29 de maio de 2000
Lino Ramos e Telma Elorza De Londrina 
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Gilson Garrett Algauer e o comandante do 5º Batalhão da Polícia MIlitar (5º BPM), Robenson Máximo Fim, pretendem promover um trabalho de integração entre as duas corporações. Fim e Garrett se reuniram ontem à tarde na sede do 5º BPM para conhecerem melhor a proposta de trabalho de cada um. O delegado-adjunto, João Eduardo Carulla também participou da reunião.
Nossa relação de trabalho vai ser bem estreita, com certeza. Fortalecendo a segurança, a Polícia Civil e a Polícia Militar ganham, afirmou Robenson Fim. Segundo ele, a reunião de ontem foi apenas um encontro de cortesia e será agendada uma nova reunião para discutir questões técnicas, como as estatísticas sobre a criminalidade em Londrina.
Gilson Garrett Algauer, que tomou posse como chefe da 10ª Subdivisão há uma semana, afirma que já possui uma estratégia de atuação contra a criminalidade, mas prefere não revelar esses planos. Ele não considera Londrina uma cidade violenta e afirma que tinha uma uma expectativa mais pessimista. Não considero a cidade violenta, ela tem picos (de violência). Não podemos alarmar a população, pensei que iria encontrar o caos, afirmou.
Primeira semana A primeira semana de trabalho do novo delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina foi marcada por uma série de reuniões com os policiais da cidade. Ontem de manhã Garret se reuniu com os escrivães. No final, uma constatação: Embora eu já soubesse disso quando assumi, nesta semana eu vi como a carência de pessoal e recursos em Londrina é enorme, maior do que podia imaginar, afirmou.
Segundo o delegado-chefe, para suprir esta deficiência, vai ser preciso usar muito a criatividade. Hoje (ontem), eu fiz reunião com os escrivães e vi que eles estão com uma carga de trabalho sobre-humana. Mas, juntos, tentamos adequar horários, tirando serviço de um passando para outro, tentando diblar esta crise, disse.
Segundo ele, o índice de homicídios registrado este mês 9 até o momento é um outro fator que o está preocupando. Temos que investigar o que está ocorrendo. Apesar de ser uma coisa sazonal tivemos mês aqui sem nenhum homicídio registrado, segundo boletins que tenho em mãos , mesmo que tivesse ocorrido um só, já me sentiria preocupado, afirmou. Segundo ele, a única forma de prevenção, agora, é o trabalho conjunto entre as polícias.


