Polícias Civil e Militar apuram suposta facilitação
O tenente-coronel Taciano Bagatoli, comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), disse à Folha que os três PMs que atuam em cada turno na segurança externa da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu não estavam em seus postos no momento da fuga porque faziam a revista dos presos albergados.
Esses presos passam o dia em liberdade e só se recolhem à cadeia à noite. A revista tem o objetivo de impedir a entrada de drogas e armas no local.
Mesmo assim, Bagatoli informou que abrirá hoje um procedimento administrativo para apurar uma eventual conivência dos PMs na fuga. O tenente-coronel criticou a falta de segurança e a superlotação do prédio.
O pátio de sol não é iluminado (o que dificulta a detecção rápida de uma fuga à noite) e não tem grades sobre o muro de seis metros de altura.
Não há muro cercando a cadeia - apenas uma cerca de 2 metros de altura, com 22 fios de arame farpado. Ontem à tarde, o portão de ferro que dá acesso à rua estava aberto.
O delegado Altino Remy Guebert Júnior, responsável pela Cadeia Pública, concorda com o comandante da PM na questão da falta de segurança. Segundo ele, é preciso instalar um circuito interno de TV e construir muros em torno do prédio.
Mas o principal problema é a falta de verbas, disse o delegado. Guebert Júnior afirmou que também está investigando o possível envolvimento de policiais civis na fuga. (V.D.)





