Na próxima segunda-feira deve ser constituída a comissão que estudará a implantação das reivindicações feitas pelas mulheres de policiais militares. Mesmo insatisfeitas, elas decidiram dar uma trégua para o governo estudar os pedidos e interromperam o movimento. Ontem o policiamento em Curitiba já estava normalizado. Segundo a comunicação social da PM, em média, 30% das ocorrências deixaram de ser atendidas durante os oito dias de protesto.
A comissão envolverá representantes das mulheres, do comando geral da PM e do governo do Estado. Quatro reivindicações serão estudadas: o pagamento de horas-extras, a garantia de que policiais não tenham que arcar com prejuízos nas viaturas nos casos de acidente durante ocorrências, o estreitamento dos prazos para promoção dos militares e a revisão do Código de Valores e Vencimentos (CCV) da PM.
Segundo Cristiane Lorena, uma das manifestantes que participou da reunião com o secretário de Segurança, José Tavares, o prazo negociado para que haja avanço nessas reivindicações é de 30 dias. ‘‘Em 60 dias, o governo terá que dar uma solução para a gratificação PM Especial a que os policiais têm direito. Do contrário, voltaremos a protestar.’’
O compromisso assumido pelo comandante geral da PM e pelo secretário de Segurança não foi oficializado. Mesmo assim, Cristiane disse que não vê dificuldade do governo cumprí-las, com exceção do reajuste salarial. O pagamento de horas extraordinárias pelos clubes de futebol e patrocinadores de eventos artísticos, segundo ela, já está previsto em lei. Entretanto, o dinheiro que entra vai para o Fundo da PM e é aplicado em benfeitorias. ‘‘O que nós queremos é que seja repassado para os policiais.’’
Quanto ao CVV, a própria assessoria da PM informou que já existe um estudo pronto. Ele precisa ser adaptado para contemplar as reinvindicações das mulheres.

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