Policiamento sobre duas rodas
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terça-feira, 17 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina É cada vez maior o uso de motocicletas em operações preventivas e ostensivas da Polícia Militar (PM). A agilidade e mobilidade deste tipo de veículo, a possibilidade de abordagens mais rápidas e o baixo custo de manutenção têm levado diversas unidades da corporação a optarem pelo uso de motos.
O 5º Batalhão da PM em Londrina conta hoje com 70 motocicletas, que são utilizadas pela Companhia de Trânsito, Pelotão de Choque, Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), além de atender a Unidade do Paraná Seguro (UPS). "As motos chegam a lugares de difícil acesso, onde seria impossível chegar com as viaturas. As abordagens são mais rápidas e estão mais perto da população. As motocicletas têm um emprego muito dinâmico dentro do Batalhão", frisou o major José Luiz de Oliveira, comandante do 5º BPM. "Elas podem ser utilizadas tanto na prevenção quanto na fiscalização repressiva, dando apoio em operações e eventos", acrescentou.
O comandante destaca que no último ano a PM paranaense adotou o uso de dois policiais em uma única moto e que este processo tem sido aperfeiçoado. "Isso dá mais segurança aos policiais e garante mais amplitude na abordagem", apontou.
Pensando em qualificar o preparo dos policiais para o uso dos veículos, o 5º Batalhão está promovendo treinamento para policiamento com motos. Na manhã de ontem foi realizada a formatura de 31 PMs no 2º Curso de Policiamento Tático com Motocicleta. O curso teve duração de 104 horas de aulas teóricas e práticas e contou com a participação de policiais da Rotam, Choque, UPS do União da Vitória, de Ibiporã, além do próprio batalhão e da 4ª Companhia Independente da zona norte.
O coordenador do curso, aspirante Wilson Neto, explicou que 80% da grade é prática e foram repassadas técnicas de abordagem, tática policial, tiro montado, habilidade no trânsito, abordagens, além de manutenção básica, educação física dos policiais e primeiros socorros.
Ao mesmo tempo que permite mais agilidade e mobilidade nas operações policiais, as motocicletas, pelas características do próprio veículo, são mais perigosas e propensas a acidentes. "O curso deu muita ênfase na questão da segurança dos policiais e da população e ressaltou a questão do policiamento preventivo e a direção defensiva", relatou Neto. "Em uma abordagem a recomendação é para que estejam três motos e quatro policiais. O garupa é o primeiro a descer e a fazer a abordagem para garantir a segurança de todos presentes na ação."
O aspirante Neto, que também se formou no curso, entrou para polícia em 2012 seguindo os passos do pai, o sargento Wilson Ramos, que pertence ao Batalhão de Polícia de Guarda, em Curitiba, e que se aposenta no fim do ano. "Fico orgulhoso de ter um filho PM. Apesar dos riscos da profissão, foi trabalhando na polícia que estruturei a minha família", relatou o pai, emocionado. "O meu pai sempre foi meu maior exemplo e fico feliz por seguir o mesmo caminho", contou Neto.
O tenente-coronel Fábio Luiz Rincoski, comandante do 2º Comando Regional, ressaltou a importância dos policiais estarem bem preparados para evitar acidentes e problemas para a população. "É preciso haver uma boa condução já que as quedas de motos são bem mais frequentes. Com boa preparação se garante segurança às pessoas e se aproveita todo o potencial que estes veículos possuem no combate à criminalidade", frisou.


