Policiamento ostensivo a cavalo
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Imponência e docilidade, estas são as principais características dos cavalos do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Londrina. Atualmente, o 1º Pelotão de Cavalaria conta com 21 animais, sendo que o mais novo chegou há três semanas por meio de doação. De acordo com o sargento Adilson Balbino, responsável pelo manejo dos animais, são cinco os cavalos orinundos de doação, dois são resultado de cruzamento entre os animais do grupo e os outros 14 foram comprados pelo Estado.
A Cavalaria existe em Londrina desde o ano 2000 e alguns animais estão na tropa desde o começo. Os animais, além de serem utilizados no policiamento ostensivo, patrulhamento de avenidas e bairros e em grandes eventos, servem como instrumento de aproximação entre a polícia e a comunidade. ''Percebemos que as pessoas têm muita curiosidade sobre os cavalos. Eles causam impacto na comunidade e as crianças chegam até nós para saber mais. Este é um resultado muito positivo do nosso trabalho'', disse.
Conforme o sargento, os policiais vão voluntariamente para o 1º Pelotão e cada um tem o seu cavalo. O primeiro passo para os novatos é aprender a servir aquele que será o parceiro no patrulhamento. Entre as responsabilidades dos cavaleiros estão alimentar, limpar a baia, limpar os pés, encilhar, escovar e dar banho no animal. ''Nem todos os homens se adaptam a este pelotão, bem como nem todos os animais servem para o serviço'', explicou. Ele disse que os policiais chegam antes e vão embora mais tarde para preparar o animal para o trabalho e para o descanso. Os turnos duram seis horas.
Prefixo
Cada cavalo tem um prefixo, como se fosse uma viatura. ''Temos uma escala. Aqueles que trabalham pela manhã descansam à tarde. Além disso, quando o policial entra em férias, o animal também entra. Cada um se adequa ao temperamento do seu cavalo'', afirmou. A maioria dos animais do grupo não tem raça definida, mas há um Paint Horse, dois Manga-largas e um Lusitano na tropa.
Cavalos são animais muito fortes, por isso sargento Balbino destacou a importância do treinamento adequado para garantir que o animal exerça sua função com segurança para o cavaleiro e para a comunidade. ''Há animais que tiveram que ser devolvidos por conta do temperamento inadequado, mas por mais que o cavalo seja dócil, ficamos atentos. A ordem do cavaleiro precisa prevalecer e o animal precisa ter uma boa índole para desenvolver o trabalho com tranquilidade e eficiência'', explicou.
O último animal que chegou à tropa é Frisco. Da raça Manga-larga, ele foi doado por um criador da região e, conforme o sargento, chegou até os policiais completamente ''chucro''. ''Há três semanas ele está em treinamento. No primeiro dia levei cerca de duas horas para conseguir colocá-lo na baia. Agora ele está em fase de doma e já está sendo montado'', disse. Ele explicou que é utilizada a ''doma racional'', um tipo de treinamento que não maltrata o animal. ''A doma adequada é fundamental, às vezes é preciso ser enérgico, mas sem agredir o cavalo. Para manter o animal sob controle nas situações de estresse, realizamos treinamento toda semana'', lembrou.


