O policial Marcelo Bego, 32 anos, acusado de envolvimento no roubo de uma camionete D-20, foi detido por força de um decreto de prisão temporária emitido pela Justiça. Bego prestou depoimento na 9ª Subdivisão Policial de Maringá, mas negou as acusações. O delegado responsável pelo inquérito, Paulo Machado, disse que o policial deverá permanecer detido apenas os cinco dias previstos pelo mandado de prisão temporária.
‘‘O policial foi detido para evitar que ele fique exposto a novas acusações, mas por enquanto não há nenhuma prova contra ele. O que existe é uma denúncia de um cidadão que já responde dois ou três inquéritos por receptação’’, esclareceu Machado.
O delegado se referiu ao dono da Oficina Douradense, Jurandir Lopes, que foi preso em flagrante na última segunda-feira. Conforme Lopes, o policial Marcelo Bego teria deixado na oficina, no início deste ano, uma camionete D-20 furtada. Ainda segundo Lopes, Bego teria solicitado o transplante de peças e motor da camionete para um chassi legalizado, que o policial também teria deixado alguns dias antes na oficina.
Apesar da denúncia, o delegado disse que não existem provas contra o policial. Machado também afirmou que de fato a caminhonete encontrada na oficina durante a prisão de Lopes havia sido roubada.
Segundo Machado, Bego deverá permanecer detido até o início da próxima semana, mas continuará suspenso de suas funções até a conclusão do inquérito. Bego também está respondendo processo administrativo, que deverá ser concluído em 30 dias. No depoimento, Bego negou as acusações. Ele disse que o único contato que teve com Lopes foi para vender a ele uma camionete adquirida em um leilão realizado em Sinop (MT).
Conforme o delegado, o policial tem toda a documentação de compra da camionete adquirida no leilão. ‘‘O policial participou de uma transação lícita quando adquiriu a camionete em Sinop’’, disse.

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