Policial suspeito de facilitar entrada de armas está trabalhando
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terça-feira, 21 de maio de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - O policial civil Antônio Menezes Neto, principal suspeito de ter facilitado a entrada das duas armas na carceragem da cadeia pública de Cascavel que foram usadas em uma rebelião no dia 20 de abril, não está preso na Divisão Policial do Interior (DPI), em Curitiba, como foi divulgado pela própria Polícia Civil. Informações sigilosas garantem que Neto está trabalhando na delegacia de São Miguel do Iguaçu (43 km a nordeste de Foz do Iguaçu).
A informação de que Neto não está preso foi confirmada pelo delegado-chefe da DPI, Clóvis Galvão, que acrescentou que não existem provas suficientes para comprovar a culpa do policial na entrada das armas (dois revólveres calibre 38). O delegado disse que o policial responderá pelos processos administrativos e criminal em liberdade.
Segundo a mãe do presidiário Adélcio Alves, Carlinda dos Santos Alves, as armas foram colocadas dentro das roupas que deveriam ser entregues a seu filho. Os revólveres foram entregues ao policial, pois ele saberia o que fazer.
Na rebelião que durou mais de três horas, as armas foram usadas pelos detentos Dalvez Muniz e Anderson Fernandes, que posteriormente foram transferidos para Foz do Iguaçu. Durante o confronto, o policial civil Sérgio Santos Moraes foi atingido por três disparos no peito. Ele permaneceu internado durante cinco dias no Hospital Políclinica.
Além de ser acusado de ter facilitado a entrada das armas, Antônio Menezes Neto também é suspeito de ser conivente com a fuga de um preso no mês de março. Ele e um outro investigador levaram o detento, Alex Santos Walendorss, para receber atendimento médico. Na volta, ao invés de o colocarem no camburão, trouxeram Alex no banco de trás da viatura e sem algemas. Quando a viatura parou em um semáforo, o detento fugiu. Depois de 20 dias, ele foi recapturado.


