O policial civil de Medianeira, Roberto Luiz Camargo, apresentou ontem sua versão sobre a denúncia feita pelo ambulante de Cascavel, Alneir Fernandes, que afirmou estar sendo extorquido por policiais daquela delegacia. A acusação mais grave do ambulante diz respeito a uma agressão sofrida na quarta-feira passada depois que ele se recusou a pagar propina em um esquema conhecido como ''pedágio'', para ser liberado com mercadorias compradas no Paraguai.
O policial disse que recebeu uma denúncia, por telefone, de que um veículo com a descrição da caminhonete de Alneir estaria se dirigindo de Foz do Iguaçu para Medianeira com maconha para ser vendida na cidade. Camargo confirmou a abordagem e disse que após se identificar como policial, o ambulante teria feito uma ligação por telefone celular e tentado fugir em alta velocidade.
O policial completa que houve perseguição e a abordagem foi feita novamente cerca de dois quilômetros adiante. Camargo alega que Alneir estava bastante irritado e que tentou agredi-lo com um soco, momento que utilizou de força para imobilizá-lo. Sobre os ferimentos existentes no rosto do ambulante, o acusado diz que o próprio Alneir bateu com a cabeça no veículo.
Camargo acrescenta que pediu a outro policial que levasse o ambulante ao hospital para fazer curativos. Enquanto isso, teria informado o ocorrido ao superintendente da delegacia. O policial informou ainda que para averiguar a denúncia, foi feita uma busca no veículo, mas nada foi encontrado. Sobre a extorsão, Camargo garante que isso nunca aconteceu na delegacia de Medianeira.
Na última quinta-feira, Alneir Fernandes esteve na 15ª SDP de Cascavel para apresentar denúncia contra quatro policias civis de Medianeira por extorsão, e contra Camargo que o teria agredido. O ambulante garante ser comum a existência de uma barreira montada por policiais civis na BR-277. Ele fez exames de corpo delito para comprovar as agressões.

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