Policial rodoviário é acusado de contrabando
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sexta-feira, 02 de maio de 1997
Valmir Denardin<br> Sucursal de Foz do Iguaçu 
O policial rodoviário Aurelino dos Santos Oliveira, de 34 anos, foi preso anteontem à noite pela Polícia Federal (PF), acusado de contrabando. Outros dois homens - os irmãos Jurandir Pereira de Oliveira, 31 anos, e Evaldo Pereira de Oliveira, 25 -, que estavam com o policial, também foram detidos.
Segundo a PF, os três foram presos às 21 horas, quando seguiam pela avenida Paraná, no centro de Foz do Iguaçu, em um Monza. Ao perceber que um carro da Polícia Federal se aproximava, Aurelino, que dirigia o Monza, teria aumentado a velocidade.
Ao passar por uma lombada, o impacto foi tão forte que o porta-malas do Monza, que estaria repleto de mercadorias contrabandeadas, se abriu. De acordo com a PF, foram apreendidos no carro 4.730 relógios de pulso, cinco aparelhos de TV, cinco monitores de computador, um telefone celular, além de uma grande quantidade de outros aparelhos eletrônicos, fitas cassete e CDs. O valor total da mercadoria não havia sido calculado pela Delegacia da Polícia Federal na cidade até ontem à tarde.
Em depoimento, o policial rodoviário negou que a mercadoria fosse sua e que soubesse que o carro estava transportando contrabando. Ele disse que encontrou Jurandir de Oliveira, que estaria dirigindo o Monza, na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este (Paraguai). Jurandir teria pedido a Aurelino para dirigir o carro, porque não estava se sentindo bem. No caminho, os dois teriam encontrado Evaldo Pereira, irmão de Jurandir, e dado carona a ele.
A versão foi confirmada por Jurandir. Ele teria dito que havia tomado o carro emprestado de uma mulher para puxar muamba e que o policial rodoviário não sabia de nada. Os três foram enquadrados no artigo 334 do Código Penal (contrabando ou descaminho), cuja pena vai de um a oito anos de prisão.
O inspetor-chefe da Polícia Rodoviária Federal em Foz do Iguaçu, Enio Rossi, informou ontem que foi aberto inquérito administrativo para apurar a denúncia contra Aurelino, que está na corporação há três anos. Se for condenado por contrabando, ele poderá ser expulso da Polícia Rodoviária Federal.


