Policial que matou com carro roubado depõe hoje
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quinta-feira, 05 de junho de 1997
De Curitiba 
O policial civil José Augusto Mendes Paredes, que atropelou - e não socorreu - o funcionário público Érico Bruni, 30 anos, no dia 5 de abril, se apresenta hoje na 2ª Delegacia de Acidentes de Trânsito (DAT). A vítima do acidente, ocorrido na Via Rápida do Portão, morreu uma semana depois no Hospital Cajuru. Reconhecido numa foto de lombada eletrônica, o agente vai responder a inquérito por homicídio doloso (sem intenção) e omissão de socorro.
Guto Paredes, como é conhecido o agente, que foi afastado do 6º Distrito Policial, estava junto com a namorada quando passou pela lombada a uma velocidade de 97 quilômetros por hora. Além de atropelar o funcionário da Sanepar e omitir socorro, ele dirigia um Passat roubado que havia sido apreendido pela equipe do 6º DP. Ao se apresentar à 2ª DAT, o policial evita um possível pedido de sua prisão preventiva. Sua namorada deve ser indiciada por co-autoria no crime de omissão de socorro.
Investigação - O pai da vítima, Hélbio Bruni, estava empenhado em localizar o atropelador desde o dia do acidente. Foi ele quem buscou o filme da lombada no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). O material já tinha sido encaminhado para o Instituto de Criminalística, que melhorou a qualidade da imagem e facilitou a identificação. Para completar, o deputado estadual Ricardo Chab (PSDB) ajudou a distribuir a foto para a imprensa. A partir daí, começaram as denúncias contra Guto Paredes.
O diretor geral da Polícia Civil, Arthur Braga, disse ontem que a corporação vai tomar todas as providências no sentido de evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer. Ele também garantiu as ações irregulares dos policiais não vão ser acobertadas. Basta de impunidade, desabafou Braga.


