O investigador Antonio Amaro Nascimento, autuado em flagrante por facilitação de fuga, pagou fiança e foi liberado ontem por volta do meio-dia. Ele estava detido desde domingo à noite, quando liberou dois presos do 3º Distrito Policial de Londrina para que eles usassem o telefone. Amaro foi rendido pelos dois detentos. Começou aí a fuga de 42 presos. A polícia ainda não recapturou 24 foragidos. Alguns deles levaram armas do DP - até uma metralhadora.
O Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol) havia protestado nesta semana contra a prisão de Nascimento, alegando que ele não agiu com intenção de libertar os presos.
O presidente do Sindipol, Ralph Green de Oliveira, diz que Amaro Nascimento jamais havia cometido irregularidades em mais de 20 anos de carreira. A entidade afirma que as causas das fugas são a má estrutura dos distritos e a falta de carcereiros especializados.
Anteontem, dois fugitivos do 3º Distrito Policial foram recapturados pela Polícia Civil. No mesmo dia, outros dois arrependeram da fuga e se apresentaram à Justiça. Elmani Costa dos Santos (preso por tráfico) resolveu se apresentar à Justiça, no Fórum de Londrina. Já Ivan Luz Pires (furto) foi até a delegacia com advogado. Elmani pediu transferência para o 5º DP (zona norte) e foi atendido. ‘‘Ele temia represálias aqui’’, diz o delegado do 3º DP, Jurandir Gonçalves André.
O detento Leonardo Moreira Leme (furto) foi recapturado na casa de familiares, na vila Industrial (zona oeste), enquanto Maikon Oliveira da Silva (furto), conhecido por ‘‘Zé Louco’’, foi detido pelos policiais quando caminhava na rua. Ambos não ofereceram resistência.
Entre os presos que ainda não foram recapturados estão Evaldo Melo dos Reis (assassino confesso de um policial militar), que estaria com uma metralhadora roubada da delegacia, e o latrocida Roserval Teixeira Júnior, condenado a 22 anos de prisão.

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