Um policial civil morreu ontem com um tiro no pescoço depois de tentar evitar um assalto na agência do Banestado de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. O assalto aconteceu por volta das 10h30. Três homens armados invadiram a agência e tomaram o segurança e os funcionários como reféns. Eles levaram R$ 26,2 mil e dois revólveres calibre 38. Enquanto eles roubavam o dinheiro, outros dois assaltantes esperavam do lado de fora, armados com uma metralhadora 9 milímetros. ‘‘Um deles estava com a metralhadora no meio do peito enquanto esperava os outros que ainda estavam dentro da agência’’, contou o comerciante Nilton Cesar Gonçalves Leite, de 32 anos.
Como o alarme do banco toca na Delegacia de Fazenda Rio Grande, uma viatura foi deslocada rapidamente para o local, com quatro pessoas. O policial civil Angelo José Ferreira Chaves Neto, 42 anos, superintendente da Delegacia de Fazenda Rio Grande, foi o primeiro a tentar descer do carro, mas morreu no local. Ele estava com uma pistola. ‘‘Ele mal abriu a porta e os assaltantes começaram a atirar. Foi tudo muito rápido. Ele conseguiu apenas disparar um tiro. Enquanto os outros, com metralhadora, dispararam mais de 100 tiros’’, contou o vendedor Abraão Vieira, 39 anos, que também assistiu a movimentação. Toda a ocorrência durou cerca de dez minutos.
Um funcionário da Secretaria de Estado da Segurança Pública que estava dentro da viatura, identificado como Dani Anderson, levou dois tiros (no braço e na perna) e foi encaminhado para um hospital da região. Os outros dois – Ranamir Candeu e Nelson Cavalcanti – nada sofreram. ‘‘Eles estavam nos esperando, tenho a certeza disto’’, disse Nelson Cavalcanti, que estava ao lado do superintendente dentro da viatura.
O delegado titular José Carlos de Oliveira, que era tio de Angelo Neto, estava muito emocionado. ‘‘Ele morreu porque era muito arrojado, não era policial de gabinete’’, afirmou. Policial há 15 anos, Angelo Neto era casado e pai de três filhos.
Depois do tiroteio e do assalto, a agência do Banestado ficou fechada. No banco ninguém quis dar entrevistas. Em frente à agência bancária, num estacionamento, podia-se conferir as marcas do tiroteio. Um Opala ficou completamente danificado, com marcas dos projéteis em toda a lataria. O proprietário do carro, Renato Kuklicz, 34 anos, contou que saiu do banco minutos antes do assalto e foi até uma lanchonete.
De acordo com o soldado Sérgio de Souza, do 17º Batalhão da Polícia Militar, os assaltantes fugiram num Ômega bordô. Eles já haviam trocado de carro duas vezes durante a perseguição e tomaram o caminho de Balsa Nova, Região Metropolitana de Curitiba.

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