Curitiba

Marcelo AlmeidaSurpresaArtigas: até o momento da prisão, Rudinei continuava atuando na PMTrês integrantes de uma quadrilha que assaltava bancos em Curitiba, entre eles um policial militar, foram presos pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Rudinei Crescencio de Souza, policial do 13º Batalhão da Polícia Militar; João Batista Tibúrcio e Marcos Lhiar Góes, ambos com passagem pela polícia, são acusados de ter roubado, há três meses, cerca de R$ 25 mil da agência do HSBC-Bamerindus da Avenida Sete de Setembro. Um quarto integrante da quadrilha, conhecido apenas como Ronei, ainda não foi encontrado. Esta é a quinta quadrilha presa em Curitiba nos últimos 30 dias.
ReproduçãoRudinei Crescencio de Souza, do 13º Batalhão da Polícia Militar
Segundo o delegado do Cope, Luiz Fernando Artigas, o policial militar Rudinei Crescencio de Souza não tinha qualquer antecendente criminal. Até o momento de sua prisão, na semana passada, Rudinei continuava atuando no 13º BPM. Pelas informações passadas pelos membros da quadrilha presos, o policial militar era o responsável pela condução do Santana azul metálico, placas ACC 6738, utilizado para deixar o local do assalto. Durante o roubo à agência do HSBC-Bamerindus, o carro ficou estacionado há alguns metros do banco para não levantar suspeitas. Pelo serviço, ele teria recebido como ‘recompensa’ uma quantia próxima a R$ 2,5 mil.
O assalto ao HSBC-Bamerindus durou cerca de dez minutos e foi feito às 9 horas, antes mesmo da abertura da agência. Tibúrcio, Góes e Ronei teriam entrado no banco armados com pistolas e revólveres calibre 38, renderam o vigia e os funcionários e ordenaram o repasse do dinheiro. Segundo uma das testemunhas, os assaltantes foram violentos e chegaram a apontar a arma para a cabeça de um dos funcionários. Até o momento, a polícia ainda não conseguiu recuperar o dinheiro roubado.
ReproduçãoMarcos Lhiar Góes, outro membro da quadrilha: passagens pela polícia
Os policiais investigam também a participação da quadrilha em outros assaltos a farmácias e supermercados. Eles acreditam que a quadrilha também seja responsável pela aplicação do ‘golpe do cartão’, no qual as vítimas são rendidas dentro dos seus carros e são obrigadas a sacar dinheiro nos caixas eletrônicos. O delegado Artigas afirma que, na maioria da vezes, o ‘golpe do cartão’ é aplicado na saída dos estacionamentos ou no momento de parada nos semáforos. O Cope pretende verificar, nos próximos dias, a participação da quadrilha em assaltos ocorridos em outras regiões do Paraná.

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