Policial mata pedreiro por engano
O servente de pedreiro Airton Cardoso dos Santos, 26 anos, foi morto por engano por volta das 23 horas de domingo em Curitiba numa abordagem policial. O sargento Vanderlei Donizete Rodrigues, do Regime de Polícia Montada, atirou contra Santos na favela da Vila Esperança, no bairro Atuba.
Santos morreu a caminho do Hospital Cajuru, quando era socorrido pelo próprio policial que disparou contra ele. O comandante do Regimento, tenente-coronel Antônio Carlos de Paula Ribas, classificou a morte do servente como uma fatalidade. Se houve erro, é a Justiça quem vai dizer, comentou Ribas, que não acredita em precipitação por parte do subordinado. O sargento não está preso.
Vanderlei Donizete Rodrigues se apresentou ao coronel e confessou ter baleado Airton no tórax. Ele permanece realizando trabalhos administrativos na sede do Regimento, no bairro Tarumã. Não posso dar um flagrante porque ele se apresentou voluntariamente, disse o tenente-coronel Ribas. O sargento alegou que Santos poderia sacar uma arma ao colocar as mãos nos bolsos de uma jaqueta quando seria revistado pelos policiais. O servente não estava armado. Segundo o tenente-coronel Ribas, Rodrigues estava fazendo uma ronda rotineira na Vila Esperança quando percebeu uma concentração de pessoas próximo a um suposto ponto de comercialização de drogas na favela.
Quando anunciou a abordagem, segundo o comandante do regimento, Santos teria feito um movimento brusco com as mãos em direção aos bolsos da jaqueta. O sargento teve a sensação de que o rapaz iria sacar uma arma, afirmou Ribas. O comandante do Regimento abriu inquérito policial militar para apurar o caso. No entanto, o sargento vai responder o processo na Justiça comum. O servente de pedreiro era solteiro e morava em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e não tinha passagens pela polícia.





