O comandante em exercício do 5º Batalhão da Polícia Militar, em Londrina, major Manoel da Cruz Neto, deve escolher ainda hoje um oficial para presidir a sindicância que vai apurar o que aconteceu no dia 25, quando houve perseguição policial e a prisão de Erick Leandro da Silva, 18 anos. Enquanto isso, o policial militar Luiz Carlos Gomes, um dos envolvidos, ficará afastado de suas funções.
‘‘Mas isso não significa que estamos condenando ou absolvendo o policial, é por precaução’’, ressalta major Manoel. Segundo ele, o policial, que faz parte do Serviço Reservado (a chamada P-2), ficará executando serviços internos no 5º BPM. Outros dois policiais de trânsito também envolvidos no episódio não foram afastados.
O oficial nomeado para a sindicância terá 15 dias (com possibilidade de prorrogar por mais oito dias) para ouvir os envolvidos, apurar os fatos e entregar o relatório. A partir do relatório, a PM tomará providências. ‘‘Se for constatado que houve crime, haverá inquérito. Se não houve delito, haverá o arquivamento’’, explica.
O comandante informou que o PM Gomes estava de folga no dia da confusão. ‘‘Mas ele é policial 24 horas por dia e, se presenciar um fato, tem que tomar uma atitude’’, justifica. Segundo ele, naquele dia, aconteceu um assalto em Ribeirão do Pinhal e os quatro ladrões estariam em um Santana Quantum ou em uma Parati.
‘‘O policial viu o Santana, o perseguiu e quando viu os dois policiais de trânsito, pediu para que eles abordassem o veículo’’, relata o comandante. Ele ressalta que essa é a versão passada pelo policial. Ainda de acordo com major Manoel, os dois policiais de trânsito tiveram que pular para a calçada para não serem atropelados pelo Santana conduzido por Erick. (L.O.)

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