Policial envolvido na morte de Zanella depõe em ação por tráfico
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segunda-feira, 14 de julho de 1997
Curitiba 
Kraw PenasAdonski Júnior compareceu a interrogatório ontem no Fórum Criminal como testemunha de acusação em processo por tráficoO policial civil afastado Airton Adonski Júnior compareceu ontem a interrogatório no Fórum Criminal como testemunha de acusação em um processo contra supostos traficantes de drogas. Surpreso com a presença da equipe da Folha no prédio, ele não quis responder se teria ajudado a plantar mais de quatro quilos de maconha para incriminar um professor de artes marciais e um advogado. A denúncia de flagrante forjado foi feita na edição de sábado da Folha.
Segundo o professor, Adonski e mais dois policiais da Delegacia Anti-Tóxicos queriam R$ 15 mil para livrá-lo da acusação de tráfico. O caso ocorreu em outubro do ano passado, quando o acusado foi abordado pela polícia durante uma caminhada no bairro Champagnat, em Curitiba: Eu demonstrei que estava limpo, mas eles disseram que plantariam dois gramas de maconha para me prender se não lhes desse dinheiro, o que recusei.
Na versão do acusado, os agentes o advertiram de que sua situação poderia ficar ainda mais complicada sem o pagamento da propina. Neguei de novo e aí eles passaram na minha casa, saíram com mais 300 gramas de maconha de lá e incriminaram minha mãe e minha mulher, afirma. O professor relata que os policiais teriam armado outro flagrante para o advogado que iria defendê-lo no caso. Nos anunciaram como uma quadrilha de traficantes, recorda.
Zanella - Adonski, Jorge Bressan, Reinaldo Siduovski e Almiro Schmidt, principais implicados na morte do estudante Rafael Zanella, foram interrogados na última sexta-feira sobre o caso. A promotora Andréa Beraldi disse que durante a audiência um tentou jogar a culpa no outro. (D.J.)


