Kraw PenasAdonski Júnior compareceu a interrogatório ontem no Fórum Criminal como testemunha de acusação em processo por tráficoO policial civil afastado Airton Adonski Júnior compareceu ontem a interrogatório no Fórum Criminal como testemunha de acusação em um processo contra supostos traficantes de drogas. Surpreso com a presença da equipe da Folha no prédio, ele não quis responder se teria ajudado a ‘plantar’ mais de quatro quilos de maconha para incriminar um professor de artes marciais e um advogado. A denúncia de flagrante forjado foi feita na edição de sábado da Folha.
Segundo o professor, Adonski e mais dois policiais da Delegacia Anti-Tóxicos queriam R$ 15 mil para livrá-lo da acusação de tráfico. O caso ocorreu em outubro do ano passado, quando o acusado foi abordado pela polícia durante uma caminhada no bairro Champagnat, em Curitiba: ‘‘Eu demonstrei que estava ‘limpo’, mas eles disseram que ‘plantariam’ dois gramas de maconha para me prender se não lhes desse dinheiro, o que recusei’’.
Na versão do acusado, os agentes o advertiram de que sua situação poderia ficar ainda mais complicada sem o pagamento da propina. ‘‘Neguei de novo e aí eles passaram na minha casa, saíram com mais 300 gramas de maconha de lá e incriminaram minha mãe e minha mulher’’, afirma. O professor relata que os policiais teriam armado outro flagrante para o advogado que iria defendê-lo no caso. ‘‘Nos anunciaram como uma quadrilha de traficantes’’, recorda.
Zanella - Adonski, Jorge Bressan, Reinaldo Siduovski e Almiro Schmidt, principais implicados na morte do estudante Rafael Zanella, foram interrogados na última sexta-feira sobre o caso. A promotora Andréa Beraldi disse que durante a audiência um tentou jogar a culpa no outro. (D.J.)

mockup