Érika Pelegrino
De Londrina
O policial militar da reserva Valdenir Cavalcanti dos Santos viveu um drama na semana passada quando o filho Sanderson Cavalcanti dos Santos precisou de uma cirurgia de cálculo renal e seu pedido junto ao Instituto de Previdência do Estado (IPE) foi negado.
Ele explicou que, de acordo com os procedimentos atuais em casos de exames, cirurgias e outros procedimentos de urgência, o usuário deve comparecer ao IPE, sempre na segunda-feira, e preencher um formulário fazendo a solicitação de liberação.
‘‘O formulário é enviado por malote à Curitiba na terça-feira e na sexta-feira retorna com o parecer de deferido ou indeferido’’, explicou. No caso da cirurgia de seu filho, além do drama de esperar quatro dias pela resposta, o pedido foi indeferido.
‘‘A pedra no rim de Sanderson era muito grande, ele berrava de dor, tanto que na quinta-feira o levamos para o Hospital da Zona Sul onde passou a noite tomando buscopan para suportar a dor’’, contou.
Na sexta-feira de manhã, 26 de novembro, ele não aguentava mais de dor, segundo seu pai, e a família o levou para a Santa Casa de Misericórdia onde a princípio não podia fazer cirurgia porque o IPE não tinha liberado a solicitação.
‘‘Acabamos por deixar dois cheques como caução para garantir a cirurgia – no valor de R$ 1 mil – enquanto eu ainda tentava junto ao IPE a liberação’’, afirmou Valdenir dos Santos.
Seu filho foi operado e ele ligou para o IPE em Curitiba e acabou sendo orientado para preencher ontem um novo formulário, com a garantia de que o pagamento da cirurgia seria liberado.
‘‘Só consegui que pagassem a cirurgia depois de muita briga e sofrimento para o meu filho’’, afirmou. Valdenir dos Santos disse que está indignado com o descaso com que o funcionalismo público está sendo tratado na área de saúde.
‘‘Com o Paraná Saúde em substituição ao Instituto de Previdência do Estado, ficamos descobertos’’, disse. ‘‘O Paraná Saúde ainda não está funcionando e não conseguimos atendimento pelo IPE que há alguns anos era ótimo’’, complementou.
O policial militar da reserva afirmou que paga há 33 anos o IPE e ainda hoje tem descontado 10% do seu salário (R$ 186,00). Seu filho Sanderson dos Santos foi seu dependente durante 30 anos. Há três anos Sanderson dos Santos entrou para a Polícia Militar e também paga o IPE.
‘‘Isto é um absurdo. Agora quando a gente precisa de atendimento tem que enfrentar uma verdadeira guerra. Ou o Paraná Saúde passa a vigorar logo ou o IPE volta a ser o que era antes. O funcionalismo não pode ficar descoberto’’, afirmou.

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