Maringá Três funcionários públicos da Prefeitura de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) e um investigador da Polícia Civil de Maringá foram presos no final da tarde de anteontem, acusados de serem coniventes com o traficante Nilson Ribeiro Braga, 49 anos, preso no dia 19 de novembro pela Polícia Militar. A prisão dos quatro acusados foi pedida pelo Ministério Público de Sarandi e acatada pela juíza da comarca, Carmem Lúcia Rodrigues Ramajo.
As denúncias contra os quatro acusados surgiram após a prisão de Braga, do filho dele Marcelo Alexandre Braga, 22 anos e dos irmãos Nilson Trevisan, 18 anos e Jeziel Trevisan, 20 anos. Os traficantes tinham construído uma ''foraleza'' no Jardim Esperança, periferia de Sarandi, onde a PM apreendeu 1 quilo de cocaína e 728 pedras de crack; além de R$ 44 mil, US$ 6 mil, várias armas e munições. A casa dos traficantes tem muro de três metros de altura.
De acordo com o delegado de Sarandi, José Maurício Sobrinho Lima, os funcionários municipais Marcos Antonio da Silva, Ivaldo Silva de Oliveira e Santos Cardoso prestavam serviços para a Delegacia de Sarandi há vários anos e foram afastados das funções há cerca de 20 dias, logo após as denúncias contra eles. Já o policial civil Paulo Sérgio de Almeida, tinha sido afastado da Delegacia de Sarandi há cerca de quatro meses por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e estava à disposição da 9 Subdivisão Policial de Maringá.
Os quatro, conforme Lima, estavam facilitando a atividade dos traficantes que foram presos pela PM no dia 19 de novembro. Segundo o delegado, os três funcionários municipais ''emprestados'' para a Delegacia de Sarandi faziam serviços auxiliares e também ajudam nas investigações policiais. Lima disse que a prisão dos quatro acusados ''é um alento para a instituição da Polícia Civil''.
O delegado afirmou ontem que concorda com a determinação da justiça e que a polícia precisa ''extirpar os elementos que fogem à boa conduta e contribuem para o crime''. ''Precisamos combater o tráfico de drogas com toda força e não sermos coniventes com estes criminosos'', disse. Marcos Antonio, Ivaldo, Santos e o investigador Paulo Sérgio estão presos na cadeia da 9 SDP de Maringá.

mockup