Justiça recebe ação penal e determina afastamento de policial e tabelião
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Maringá denunciou uma quadrilha composta por 18 pessoas que comercializavam por mês cerca de 150 quilos de drogas na região.

Segundo as apurações do Ministério Público, a quadrilha também teria ligação direta com vários homicídios ocorridos em Maringá e municípios vizinhos.

O Juízo recebeu denúncia criminal proposta pelos promotores de Justiça do Ministério Público do Paraná que integram o contra 18 pessoas. Estima-se que a quadrilha comercializava por mês perto de 150 kg de drogas diversas (cocaína, crack e maconha) e que também

Além de receber a ação penal, o juiz da 2ª Vara Criminal de Maringá determinou a prisão preventiva de quatro pessoas e a manutenção da preventiva de outras 11. Dos 18 denunciados, 14 são acusados de envolvimento com tráfico de drogas, cinco deles também por lavagem de dinheiro, três de falsidade de documento e um por prevaricação.

Entre os acusados está um investigador da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, que já foi afastado de suas funções por prevaricação a pedido do MP. Também foi afastado um serventuário de justiça do Cartório do Tabelionato de Nova Aurora, denunciado por falsidade de documento.

Ainda de acordo com informações do MP, as investigações se estenderam de 12 de abril de 2010 a 8 de setembro deste ano, quando foram realizados vários flagrantes de transportes de significativas quantidades de substâncias entorpecentes, especialmente crack, cocaína e maconha.

Conforme descrevem os promotores, o policial "frequentava a residência do traficante investigado e mantinha com tal pessoa estreita relação de amizade, razão pela qual sabia ou tinha como saber da traficância comandada por aquele, inclusive sobre outras atividades criminosas eventualmente praticadas pelo mesmo ou seu bando, inclusive referente a uma série de assassinatos que estão sendo objeto da pertinente apuração".

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