Curitiba - Um superintendente da Polícia Civil também está entre os suspeitos de terem assassinado a Evinha do Pó e seu filho Antônio Silveira da Costa. Jaime Rogério Speroto, lotado no 13º Distrito, em Curitiba, foi ouvido anteontem à noite pela Delegacia de Homicídios, que investiga o caso. Ele negou a autoria do crime.
A prisão temporária dele chegou a ser pedida pelo delegado Sebastião Ramos Neto, que investiga o duplo homicídio, mas foi indeferido pela juíza de plantão da Central de Inquéritos, Lídia Munhoz, por falta de provas.
O policial teria sido visto por testemunhas minutos antes da execução de Evinha em um carro idêntico ao usado pelo assassino, um Astra cinza, na Vila Nossa Senhora da Luz, onde as vítimas moravam.
‘‘Ele disse que passa por aquela região todo dia, porque é caminho para a casa dele’’, disse o delegado Luiz Gonzaga, que auxilia nas investigações. ‘‘Ainda estamos juntando elementos para elucidar o crime’’, completou. Para Gonzaga, Speroto pode estar sendo vítima de vingança. ‘‘Quem trabalha na polícia cria muitas inimizades. Só poderemos afirmar que ele foi o autor quando tivermos provas concretas.’’
Outro suspeito é o traficante Éder Souza Conde, apontado pela família de Evinha como o mandante do crime. A Folha tentou ouvir a versão do superintendente, mas ele não compareceu ontem ao 13º Distrito Policial.

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