Policial é libertado após 22 horas de rebelião
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terça-feira, 09 de fevereiro de 2010
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Santo Antônio da Platina - Um policial civil que era mantido refém por presos da Delegacia de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro) foi solto ontem à tarde. Ele ficou 22 horas sob o domínio dos detentos, que iniciaram um motim no domingo, por volta das 18 horas. A confusão aconteceu após a fuga dos presos.
Segundo a polícia, os presos conseguiram quebrar a grade de uma das celas. Cerca de 40 dos 118 interno conseguiram fugir. De acordo com o delegado chefe da Subdivisão de Jacarezinho, Rogério Antonio Lopes, o motim começou após a fuga.
O delegado relatou que a unidade foi totalmente destruída. Vários objetos e colchões foram queimados e os bombeiros foram chamados para conter o fogo. ''Por volta das 20 horas iniciamos uma negociação para que o policial fosse solto, mas somente depois de muito tempo e de alguns presos terem sido transferidos para outras unidades, que eles libertaram o policial'', disse.
A delegacia tem capacidade para 32 presos. Além do problema da superlotação, os presos se rebelaram com o intuito de cobrar transferências de alguns deles. Até a tarde, cerca de 20 presos haviam sido transferidos para outras unidades da região e o juiz da comarca avaliava as demais solicitações.
Ainda segundo Lopes, peritos do Instituto de Criminalística de Londrina estarão na unidade hoje para avaliar os danos materiais e contabilizar os estragos. ''Já estaremos providenciando recursos para a reforma.''
O presidente do Sindicato das Classes Policiais do Estado do Paraná (Sinclapol), André Luiz Gutierrez, esteve no local acompanhado o motim. Ele ressaltou que o policial estava de plantão sozinho no momento da rebelião. ''Graças a Deus não aconteceu nada de pior, mas é um pai de famílila que ficou por horas sob o domínio de pessoas perigosas. Assim como ele, outros policiais civil do Estado têm realizado diversas outras funções.''


