Policial é baleado e seis presos fogem
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domingo, 26 de outubro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Albari RosaViolênciaPresos renderam dois agentes durante entrega da comida e balearam um deles antes da fugaSeis presos fugiram ontem à tarde da 5ª Delegacia de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles renderam dois agentes penitenciários que estavam de plantão, sendo que um deles foi baleado com três tiros (um no peito e dois na altura da coxa). Na fuga, os presos levaram um revólver 38, uma pistola 380 e uma escopeta calibre 12. Até o final da tarde eles não haviam sido recapturados. Vinte e seis presos estavam na delegacia no momento da fuga. Dezenove permaneceram nas celas e um fugiu mas ligou para a delegacia dizendo que voltaria em seguida.
O policial baleado Humberto Aparecido Terencio, de 36 anos, foi socorrido por uma viatura da Polícia Militar, acionada pelos vizinhos que ouviram os tiros dentro da delegacia. Ele foi atendido no Hospital Cajuru, em Curitiba, e passa bem.
A fuga ocorreu por volta das 15 horas quando os agentes penitenciários Élcio Tozzi e Humberto Aparecido Terencio foram entregar as panelas de comida aos presos. Quando abriram a porta de ferro que dá acesso às celas, foram rendidos pelo preso Gilson Braz Cristino (preso por homicídio e considerado de alta periculosidade). Élcio foi ameaçado com um revólver calibre 38 na cabeça. Como Humberto tentou reagir, Gilson desviou o revólver da cabeça de Élcio e atingiu Humberto.
Em seguida os demais presos saíram, munidos de estoques. Foram disparados vários tiros a esmo, segundo relato de Tozzi. Os presos trancaram os dois policiais na cela em que estavam (cela 2 da ala D) e fugiram num Voyage de propriedade de Humberto.
O delegado titular, Miguel Stadler, fez uma verificação nas celas para levantar o número de fugitivos. Foi constatada a fuga de Gilson, suspeito de ser o líder da rebelião, Carlos Roberto Zinher, Marcílio Conrado da Silva, Jorge Wanderlei dos Santos, Lucimar Pereira de França e Márcio José do Nascimento. Os fugitivos são acusados de homicídio, roubo à mão armada e estupro.
Stadler não incluiu como fugitivo o preso José Bruni, que não estava na cela na hora da revista, mas ligou para a delegacia justificando que estava no fogo cruzado e por isso fugiu temendo os tiros. Bruni disse ao delegado que se entregaria em seguida.
No início da noite de ontem, o delegado Miguel Stadler ainda fazia o levantamento das condições que resultaram na fuga, a origem das armas que estavam em poder dos presos e como foram acionados os policiais militares, já que os dois agentes penitenciários foram trancados na cela e um deles estava baleado.
Na perseguição aos fugitivos foram acionados agentes do Centro de Operações da Polícia Especial (Cope) da Polícia Militar, da Delegacia Anti-Tóxicos e de outros distritos de Curitiba e da Região Metropolitana.


