Um policial foi baleado, na noite de sábado, durante a fuga de dois presos do 11º Distrito Policial, em Curitiba. Após pedirem para usar o telefone, os assaltantes Márcio Rodrigues e Pedro Cardoso Bail teriam saído da cela e disparado um tiro no peito do investigador Álvaro Ernesto Baggio. Até o fim da tarde de ontem, o delegado Joel Bino de Oliveira, ainda não sabia como a arma estava nas mãos dos presos e porque foi permitida a saída deles das celas.
A fuga aconteceu às 21h15, quando apenas o investigador Álvaro Baggio estava no distrito, cuidando de quase 90 presos. De acordo com depoimentos obtidos com alguns presos, Márcio Rodrigues e Pedro Bail conseguiram convencer o investigador a fazer uma ligação. Os dois saíram acompanhados pelo policial e conseguiram fugir no setor administrativo da delegacia. Nesse setor, Baggio levou um tiro no peito. Outras cápsulas de balas foram achadas na parede.
O delegado Joel de Oliveira disse que o caso é confuso. Ele preferiu informar que vai esperar que o investigador se recupere para poder saber o que aconteceu. Ontem à tarde, o policial estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vitta, na capital.
Foi registrado ontem um princípio de rebelião no Centro de Triagem na Travessa da Lapa, no Centro de Curitiba. Os presos arrombaram dois cadeados da delegacia, que comporta 140 detentos, apesar de ter capacidade para 60.
Reserva – Um policial militar (PM) é acusado de matar o comerciante Carlos Hartmann, de 39 anos, no município de Reserva, região Central do Estado. O caso teria começado com uma troca de tiros entre os dois, que já tinham uma rixa pessoal há algum tempo. Hartmann teria fechado, com seu veículo o carro em que estava o policial. Nisso, Hartmann teria saído de seu carro atirando em direção ao PM que levou quatro tiros. O policial reagiu e deu quatro tiros em Hatmann, sendo que um deles atingiu o pescoço, de forma fatal.
O caso provocou um tumulto na cidade. O policial baleado foi levado para o hospital de Reserva, mas a Polícia Militar teve de pedir reforço para o destacamento de Telêmaco Borba, temendo um linchamento por parte de familiares de Hartmann, que ameaçaram o PM de morte. O policial teve que ser transferido para o hospital de Telêmaco Borba.

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