Marcos NegriniFuncionário da RF com pacotes de cigarros apreendidos em Santo InácioO policial militar Celso Fiori, de 29 anos, foi preso sábado pela Polícia Federal, em Foz do Iguaçu, acusado de contrabando. Em depoimento, Fiori negou a acusação. Outros dois homens - entre eles um argentino - que estavam com o policial também foram presos.
Segundo a Polícia Federal (PF), a prisão ocorreu quando os três saíam da favela Monsenhor Guilherme, localizada à margem do Rio Paraná - que divide Brasil e Paraguai -, com um Gol com placas paraguaias. No carro, a PF divulgou ter encontrado o equivalente a US$ 7 mil em mercadorias trazidas do Paraguai, principalmente eletroeletrônicos e equipamentos de informática.
Além do PM, foram presos Alberto Silva Galvão, de 27 anos, vendedor autônomo em Ciudad del Este, Paraguai, e o taxista argentino Emilio Martinez, de 40 anos. A PF diz ter feito as prisões depois de uma denúncia anônima. Em depoimento, Fiori negou ser dono da mercadoria. Ele disse que deu carona para os outros dois homens porque o carro destes estava quebrado. Essa versão foi confirmada à PF por Galvão e Martinez. Os três foram liberados e vão responder a inquérito por contrabando, cuja pena vai de um a oito anos de prisão.
Fiori trabalha há nove anos do 14º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Foz. Segundo o comandante do batalhão, tenente-coronel Joaquim Pedro da Silva, o PM foi afastado de suas funções e está recolhido no quartel. Silva afirmou que mandou instaurar Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a denúncia.
O comandante disse que Fiori é acusado de descaminho (quando se traz do exterior mercadorias além da cota permitida, sem o pagamento de impostos) e não contrabando (o fato de ‘‘importar’’ mercadorias cuja entrada no País é proibida, como cigarros e armas). A Polícia Federal não confirmou essa informação.
BlitzUma barreira da Receita Federal realizada neste final de semana em Santo Inácio, na divisa com o estado de São Paulo, apreendeu contrabando de 7,5 mil pacotes de cigarros. Os fiscais apreenderam também, em fundo falso instalado no ônibus Scania, placas BWJ 9948, de Imperatriz (MA), equipamentos de informática, uma caixa de som e 22 câmaras de ar para trator. A blitz foi realizada no sábado à noite.
O motorista do ônibus, que pertence a Manoel Pereira Lima e está sendo transferido para a empresa MCA Transportes e Turismo, de Imperatriz, responsabilizou-se pelo contrabando dos cigarros. Natal de Jesus Santana do Nascimento, 30 anos, está preso em Maringá e deverá ser liberado hoje pela Justiça.
A responsável pela carga, descoberta pelos fiscais no fundo falso do carro, Ronilde dos Santos Ramos, está foragida. Os fiscais encontraram notas das câmaras de ar, da caixa de som e dos equipamentos de informática em poder de Ronilde, mas não havia nota das 150 caixas de cigarros (caixas com 50 pacotes).
Ronilde, segundo a PF de Maringá, fugiu enquanto a Receita revirava as caixas de cigarros. Os outros 14 passageiros do ônibus foram liberados. O motorista vinha de Foz, com destino a Imperatriz. Segundo o auditor da Receita Federal Paulo Abe, o contrabando e o descaminho estão avaliados em R$ 60 mil.
Sábado, a partir das 9 horas, em Loanda, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a Receita Federal realiza leilão de 350 lotes de mercadorias importadas, entre toca-fitas, fax, filmadoras, brinquedos e bebidas.

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