De Curitiba

Kraw PenasDuplaReny de Oliveira e Carlos Kutz: ela teve a prisão preventiva decretada, pois teria servido de ‘isca’ para atrair Fracaro, que fôra seu patrãoCarlos Kutz, 34 anos, policial civil. É ele o assassino do empresário Marco Fracaro, 38 anos, morto com sete tiros na madrugada de segunda-feira. O autor do crime (sequestro e roubo seguido de morte) foi apresentado ontem no 8º Distrito Policial de Curitiba. ‘‘Nós o prendemos depois de ele ter tentado sacar R$ 10 mil da conta bancária da vítima com uma carteira de identidade falsa’’, conta o delegado Vinícius Martins.
Lotado na delegacia do Aeroporto Afonso Pena, Kutz foi chamado ao 8º DP na terça-feira. ‘‘Ele atendeu à convocação, tudo ficou esclarecido’’, diz o delegado. No dia anterior, a equipe de Martins havia obtido a informação de que um homem tinha abandonado um cheque de R$ 10 mil e uma carteira de identidade na agência do Banestado do bairro Tarumã. ‘‘O cheque era assinado pelo empresário e a carteira, falsificada, estava com a foto do policial’’, diz o delegado.
A mulher de Kutz, Reny de Oliveira, teve a prisão preventiva decretada. ‘‘Ela pode ter servido de ‘isca’ para atrair Fracaro’’, diz Martins. Até quatro anos atrás, Reny trabalhava para o empresário, dono da Clínica Médica e Dentária Santa Cecília e da Corretora de Seguros Sudamérica. Os dois estabelecimentos foram visitados por ela há uma semana.
Segundo Kutz, o objetivo era conseguir dinheiro para o tratamento médico da mulher, que tem problema nos rins. ‘‘Tudo o que eu queria era melhorar a saúde dela’’, diz o policial, até então conhecido como um investigador sereno e competente. Foram essas qualidades, segundo o delegado, que o ajudaram a premeditar o crime.
Fracaro foi abordado na saída de uma casa de bilhar da Praça Osório (Centro), por volta das 18h30 de domingo. Levado para casa algemado, ele ofereceu todos os bens disponíveis para se livrar da situação. Como Kutz queria dinheiro, o empresário assinou um cheque em branco. Em seguida, Fracaro tentou fugir e levou um tiro na barriga. Apavorado, o policial foi até um matagal perto do Parque Passaúna, em Araucária, onde matou o empresário e abandonou o corpo.
O diretor geral da Polícia Civil do Paraná, Toleb Baleche, não foi encontrado para falar sobre um possível desgaste na imagem da corporação devido ao crime de Kutz.

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