Curitiba - A policial civil Maria Ângela Batista dos Anjos, de 47 anos, foi morta durante um assalto a um bailão em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, na madrugada de ontem. Um dos suspeitos do crime foi baleado pela manhã ao reagir à prisão.
De acordo com o delegado do município, Geraldo João Felizinski, há suspeita de execução na morte da policial. Hoje deve ser ouvida uma testemunha que teria visto a vítima ser obrigada a se ajoelhar diante do assassino. ''O tiro foi no ombro, de cima para baixo, os assaltantes sabiam que ela era policial'', afirmou o delegado. A polícia desconfia que a pistola de Maria Ângela possa ter sido utilizada no crime.
Por volta das 3 horas da madrugada, três homens armados entraram no bailão - de propriedade do marido e do sogro da policial- que fica às margens da BR-116, no bairro Araçatuba. Eles teriam agredido funcionários e pegaram R$ 400 em dinheiro. Maria Ângela, que estava em uma casa ao lado do bailão, foi para o local quando percebeu o assalto.
Ao chegar lá, a policial teria disparado um tiro mas errou e então foi rendida pelos assaltantes. Depois de assassinarem a policial, os três ainda fizeram mais disparos dentro do bailão, mas ninguém mais ficou ferido. Eles fugiram em um Corsa branco, roubado no local e abandonado logo em seguida.
No início da manhã de ontem, um dos suspeitos do assalto foi baleado na barriga ao resistir à prisão, na casa dele, no bairro Eugênia Maria, segundo a polícia. Ele foi encaminhado para o Hospital Angelina Caron. Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Delegacia de Furtos e Roubos, de Curitiba, estão ajudando nas investigações na busca de outros dois suspeitos, sendo que um deles seria adolescente.
De acordo com o o delegado, Maria Ângela estava lotada na Assessoria de Relações com a Comunidade, em Curitiba. O corpo deveria ser encaminhado ainda ontem para Coronel Vivida (30 km ao norte de Pato Branco), onde mora a família da policial.

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